Dia do Folclore

O que entendemos por folclore? Quando se escuta a palavra folclore, o que vem à cabeça? No meu caso, lembra-me de estar na escola colorindo desenhos do Saci ou da Mula-sem-cabeça e do Sítio do Pica-Pau Amarelo. No dia 22 de agosto é comemorado o dia folclore no nosso país e resolvi saber um pouco mais sobre essa data, saber se ela se resume a essas minhas recordações ou se há algo mais.

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O significado da palavra folclore é: conjunto de tradições e manifestações populares constituídos por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes que são passados de geração em geração. A palavra tem origem no inglês, em que “folklore” significa sabedoria popular. Ela é formada pela junção de folk (povo) e lore (sabedoria ou conhecimento). O folclore é o produto da cultura de um país e por isso cada país tem elementos únicos de folclore. No Japão, por exemplo, há lendas sobre criaturas misteriosas e sobrenaturais, conhecidas como Yokai ou Youkai.

Em suma, o folclore serve para que o povo possa compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua história.

O Brasil é o um dos países que tem um dos folclores mais ricos do mundo, tendo como base ao longo dos anos os índios, europeus e negros vindos da África. Esses diferentes povos influenciaram em nossa cultura e consequentemente em nosso folclore, em canções de ninar que são passadas de pais para filhos, cantigas de roda, brincadeiras, jogos, lendas e mitos, superstições, artes e muitas outras coisas. Além disso, as danças e festas típicas como a Festa do Boi (do Boi-bumbá ou Bumba-meu-boi que recebe outros nomes dependendo do estado) a Festa Juninas, Carnaval, o Maracatu, os utensílios usados por nossos antepassados para caça, pesca, artesanato e entre outras coisas, tudo isso é considerado parte do nosso folclore.

Como tudo no Brasil, o folclore só começou a ter atenção de seu povo por influencia externa. A elite nacional em meados do século XIX começou a perceber que o Brasil tinha algo de bom, mas não por causa de um sentimento nacionalista, mas porque naquele período estava em voga o Romantismo, movimento cultural que prestigiava as singularidades e as diferenças, consagrando os vários povos e tradições como objetos dignos de atenção intelectual. Naquele momento, acompanhando a mesma onda de interesse pela cultura popular que crescia na Europa e nos Estados Unidos, alguns estudiosos brasileiros, como Celso de Magalhães, Sílvio Romero e Amadeu Amaral, passaram a pesquisar as manifestações folclóricas nativas e a publicar estudos sistemáticos, lançando no país os fundamentos do folclorismo, a disciplina que estuda o folclore, que ainda precisou de um século para conquistar prestígio no mundo acadêmico brasileiro.

A partir desse primeiro interesse pelas tradições orais, depois se passou a estudar a música, e mais tarde as festas e outras manifestações. Ao mesmo tempo, diversos artistas ligados à elite passaram a empregar elementos da cultura popular na criação de suas obras, estimulado o governo de Dom Pedro II, usou esse movimento como símbolos nacionalistas que poderia contribuir para a afirmação do Brasil entre as nações civilizadas. Esse impulso nacionalista rendeu ainda maiores frutos com o advento do Modernismo, quando o folclore passou a ser visto como a verdadeira essência da brasilidade.

220px-Arte-moderna-1922Mário de Andrade, um dos líderes do Modernismo brasileiro, foi um grande pesquisador do folclore nacional, procurando colocá-lo em diálogo com as ciências humanas e sociais, que naquela altura nasciam no país. Outros nomes influentes ligados ao movimento modernista, como os pintores Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral e o músico Villa-Lobos, também incorporaram elementos folclóricos em suas obras de maneira destacada. Mário teve a oportunidade de agir oficialmente pelo folclore, criando a Sociedade de Etnologia e Folclore quando dirigiu o Departamento de Cultura do Estado de São Paulo entre 1935 e 1938.

Na década de 50 essa movimentação se multiplicou em larga escala, atraindo outras figuras ilustres como Cecília Meireles, Câmara Cascudo, Edison Carneiro, Florestan Fernandes e Gilberto Freire, além de estrangeiros como Roger Bastide e Pierre Verger. O movimento folclorista nesta época encontrou a consagração institucional maior na Comissão Nacional de Folclore, fundada em 1947 por Renato Almeida, através de recomendação da UNESCO, vinculada ao Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura e à própria UNESCO.

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) Fundada logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de contribuir para a paz e segurança no mundo, através da educação, da ciência, da cultura e das comunicações, tenta salvaguardar o patrimônio cultural e sensibilizar o povo para a importância da herança folclórica e necessidade de preservação da cultura popular e o folclore era visto como elemento de compreensão entre os povos, incentivando o respeito pelas diferenças e permitindo a construção de identidades diferenciadas. Como disse Cavalcanti, o Brasil de então “orgulhava-se de ser o primeiro país a atender à recomendação internacional no sentido da criação de uma comissão para tratar do assunto”.  Em 1951, A Carta do Folclore Brasileiro foi escrita e ela é um conjunto de conceitos e recomendações a respeito da proteção, divulgação, documentação e pesquisa do folclore brasileiro, foi feita durante o I Congresso Brasileiro de Folclore, realizado no Rio de Janeiro, de 22 a 31 de agosto daquele ano.

Como podemos ver, o processo foi longo e bastante trabalhoso, mas podemos concluir que folclore é algo maior que as lendas e mitos que aprendemos com nossos pais e avós e que ele compõe nossa identidade como povo brasileiro. Então, viva ao folclore!

Curiosidades:

– Em 2005, no 2º mandato do então governo Lula, foi criado o Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém-criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representada pela festa do Halloween – Dia das Bruxas.

– Para ser considerada uma legítima representação folclórica, é necessário que se enquadre em algumas características: ter origem anônima, ser antiga e popular, tradicional numa determinada região (sendo praticada e divulgada por muitas pessoas) e ter se espalhado através da transmissão oral (famoso boca a boca).

Manifestações Folclóricas por região:

Região Sul

Danças: Congada, Cateretê, Baião, Chula, Chimarrita, Jardineira, Marujada.

Festa tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; Festa da Uva, em Caxias do Sul; Festa da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.

Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sepé Tiarajú do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.

Pratos: churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.

Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste

Danças: Fandango, Folia de reis, Catira e Batuque.

Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.

Pratos: tutu de feijão, feijoada, linguiça, carne de porco.

Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste

Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.

Festas tradicionais: Carvalhada, Tourada, Festas Juninas.

Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.

Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste

Danças: Frevo, Bumba-meu-boi, Maracatu, Baião, Capoeira, Caboclinhos, Bambolê, Congada, Carvalhada e Cirandas.

Festas: Senhor do Bonfim, Nossa. Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.

Região Norte

Danças: Marujada, Carimbó, Boi-bumbá, Ciranda.

Festas: Círio de Nazaré (Belém) e festas indígenas.

Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.

Lendas: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru. Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, pato no tucupi.

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O Cangaço e história de Lampião

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O que sabemos sobre nossa cultura? Conhecemos nossos heróis ou personalidades de nossa nação? No dia 2/8, deu-se inicio à Semana da Cultura Nordestina e, pensando nessa região tão rica de nosso pais, resolvi falar sobre um dos ícones da coragem e honra desse povo tão sofrido que é o povo nordestino. Esse ícone é Lampião.

Lampião foi o principal e mais conhecido cangaceiro que viveu no nordeste brasileiro, mas não foi o único. Outros cangaceiros famosos foram Jesuíno Brilhante (1844-1879), cearense, morto em luta com a polícia; Lucas da Feira, baiano, enforcado em 1849; José Gomes Cabeleira, pernambucano, e Zé do Vale, piauiense, enforcados nas últimas décadas do século XIX.

Antes de dizer quem foi Lampião, vamos nos situar. No sertão do nordeste brasileiro, as violentas disputas entre famílias poderosas e a falta de perspectivas de ascensão social numa região de grande miséria, levaram ao surgimento de bandos armados, gerando o fenômeno do cangaço. Cangaço é a denominação dada ao tipo de luta armada ocorrida no sertão brasileiro, do fim do século XVIII até a primeira metade do século XX. Cangaceiro era o homem que se dedicava à essa atividade.

Existiram três tipos de cangaço na história do sertão: o defensivo, de ação esporádica na guarda de propriedades rurais, em virtude de ameaças de índios, disputa de terras e rixas de famílias; o político, expressão do poder dos grandes fazendeiros; e o independente, com características de banditismo. No primeiro caso, após realizarem sua missão de caçar índios no sertão do Cariri e em outras regiões, a soldo dos fazendeiros, os cangaceiros se dissolviam e voltavam a trabalhar como vaqueiros ou lavradores. As rixas entre famílias e as vinganças pessoais mobilizavam constantemente os bandos armados. Parentes, agregados e moradores ligados ao chefe do clã por parentesco, compadrio ou reciprocidade de serviços, compunham os exércitos particulares. O cangaço político resultou, muitas vezes, das rivalidades entre as oligarquias locais (governo em que o poder é exercido por um grupo restrito de pessoas, geralmente, do mesmo partido, família, classe etc), e se institucionalizou como instrumento dessas oligarquias, empenhadas na disputa para consolidar seu poder. Mas, no final do século XIX, surgiram bandos independentes que não se subordinavam a nenhum chefe local, tendo sua origem no problema do monopólio da terra.

Agora que entendemos como funcionavam as coisas naquela época no nordeste, fica mais fácil entender o porque Lampião ficou famoso.

O verdadeiro nome de Lampião era Virgulino Ferreira da Silva. Nasceu na cidade de Serra Talhada (PE) em 7 de julho de 1898 e faleceu em Poço Redondo (SE) em 28 de julho de 1938. Era de uma família de classe média baixa, trabalhou com o pai, na infância e parte da adolescência, cuidando de gado. Também com transporte de mercadorias em longa distância, utilizando burros como meio de transporte de carga e artesanato. Envolveu-se em brigas familiares na juventude, o que acabou tirando a vida de seu pai. Em busca de vingança, juntou-se a um bando de cangaceiros.

Era devoto de PaReinaldo Azevedodre Cícero e respeitava as suas crenças e conselhos. Os dois se encontraram uma única vez, no ano de 1926, em Juazeiro do Norte. Sua namorada, Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita, juntou-se ao bando em 1930 – Dizem que era tão “porreta” quanto ele. Virgulino e Maria Bonita tiveram uma filha, Expedita Ferreira, nascida em 13 de setembro de 1932. Há ainda informações controversas de que eles tiveram mais dois filhos: os gêmeos Ananias e Arlindo Gomes de Oliveira, mas essas informações nunca foram comprovadas.

Existem várias lendas que explicam a origem do apelido Lampião. Uma das mais conhecidas diz que seus companheiros de cangaço deram esse apelido porque ele atirava tão rápido quanto uma metralhadora, o que fazia com que a ponta de seu fuzil ficasse vermelha, parecendo um lampião.

Lampião era alfabetizado e usava óculos de leitura, pois tinha problemas de visão. características que o destacavam dos demais daquela região nessa época. Ele era muito organizado e disciplinado e essas qualidades o tornaram líder de seu bando e, com a forte liderança de Lampião, dificilmente seu bando era derrotado.

Foi acusado de atacar pequenas fazendas e cidades em sete estados além de roubo de gado, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações, estupros e saques. Os mais famosos ataques de Lampião e seu bando foram em 1923, seu bando efetuou assalto à casa da Baronesa de Água Branca (AL) e em junho de 1927, ele comandou seus homens na fracassada tentativa de tomar a cidade de Mossoró (RN). Chegaram nesta ocasião a sequestrar o coronel Antônio Gurgel.

Entretanto, muitas pessoas têm a imagem de que Lampião era uma espécie de Robin Hood do sertão brasileiro, que roubava de fazendeiros, políticos e coronéis para dar aos pobres miseráveis, que passavam fome e lutavam para sustentar famílias, mas não há registro de que ele realmente fazia isso.

imagemLampião morreu no dia 27 de julho de 1938, em um ataque ao acampamento de seu bando na fazenda Angicos, situada no sertão de Sergipe, esconderijo tido por Lampião como o de maior segurança. Durante a noite, chovia muito e todos dormiam em suas barracas. A Volante (força especial das policias estaduais criada para combater os cangaceiros) chegou tão silenciosamente que nem os cães perceberam. Não se sabe ao certo quem os traiu. Naquele lugar considerado mais seguro, o bando foi pego totalmente desprevenido. Quando os policiais do Tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva abriram fogo com metralhadoras portáteis, os cangaceiros não puderam empreender qualquer tentativa viável de defesa.

Dos trinta e quatro cangaceiros presentes, onze morreram ali mesmo. Lampião foi um dos primeiros a morrer. Logo em seguida, Maria Bonita foi gravemente ferida. Alguns cangaceiros, transtornados pela morte inesperada do seu líder, conseguiram escapar. A Força Volante, de maneira bastante desumana para os dias de hoje, mas seguindo o costume da época, decepou a cabeça de Lampião. Maria Bonita ainda estava viva, apesar de bastante ferida, quando foi degolada. Era o fim do famoso bando de Lampião e o inicio da lenda do Rei do Cangaço.

A extinção desse fenômeno social que foi o cangaço foi consequência, sobretudo, da mudança das condições sociais no país, das perspectivas de uma vida melhor que se abriam para as massas nordestinas com a migração para o sul, e das maiores facilidades de comunicação, entre outros fatores. Mais de dez anos antes da morte de Corisco, o Diabo Louro, o mais famoso chefe de bando depois de Lampião, os nordestinos já começavam a migrar para as fazendas paulistas de café, em longas viagens. A industrialização no sul, a abertura de novas frentes agrícolas, como a do norte do Paraná, e a interrupção da imigração estrangeira tornaram mais intensa a demanda de braços nordestinos, trazendo, como consequência, uma intensa migração para o Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, era tarde demais: o cangaço e seus expoentes já tinham entrado para história.

Caro leitor, esse texto foi escrito para explorar um pouquinho dessa imensa cultura que temos no nosso nordeste. Espero que vocês tenham gostado. Até a próxima!

Curiosidade:

A bibliografia sobre o cangaço – de estudos sociológicos à reportagem documental – é vasta e seguem algumas referências. Na literatura, destacam-se o romance O Cabeleira (1876) de Franklin Távora, e as obras de José Lins do Rego, Jorge Amado, Raquel de Queiroz e Guimarães Rosa, este último autor de Grande Sertão: Veredas, considerado o maior romance já escrito sobre os cangaceiros. No cinema, sobressaíram-se O cangaceiro (1953) de Lima Barreto e Deus e o diabo na terra do sol (1964) de Gláuber Rocha.

Feriado Estadual

O que sabemos sobre o feriado de 9 de Julho? Um feriado evangélico, como já ouvi no trem certa vez? Parece engraçado, mas muitas pessoas não sabem o que é comemorado nesta data, ou o porque ela é feriado. Hoje vou falar um pouco sobre o que aconteceu para que o 9 de julho se tornasse um feriado. Um feriado estadual, mas ainda assim, um feriado. Só quem trabalha de verdade sabe o quão boa é uma folga dessa!

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Feriado estadual – 9 de julho

Vamos ao que interessa. No dia 9 de Julho de 1932 deu-se início à Revolução Constitucionalista. Ela era a resposta ao governo de Getúlio Vargas que, dois anos antes, havia assumido o poder, fechado o congresso nacional e abolido a constituição. Nessa época, o Brasil vivia um grande fervor político, graças às revoluções de 1922 e 1924 e ao golpe articulado por Getúlio que encerrou a Política do café com leite – política na qual alternavam-se no poder paulistas e mineiros – o que deixou os paulistas revoltados.

Os constantes desmandos realizados pelo governo provisório de Vargas no estado deixavam os paulistanos com o sentimento de humilhação. O assassinato de 5 jovens a tiros por partidários da ditadura no dia 23 de maio 1932 foi o estopim para que os paulistas pegassem as armas e fossem à luta pedindo a promulgação de uma nova constituição federal.

Parece bonito né? Os paulistas pegaram em armas para irem à luta. De certo modo, é. “O povo”, descontente, se levantou e foi lutar. Porém, a realidade não correspondeu ao sonho como tudo no Brasil, onde temos um cenário politico com forte jogo de interesses. O estado de São Paulo, junto com Minas Gerais, era o mais rico da federação. A crise de 29, que fez o preço do café despencar e as constantes interversões do governo Vargas sufocavam a elite – se tem uma coisa que não pega bem é deixar a elite desconfortável – que, descontente, encontrou na revolução uma forma de lutar contra o governo central, mascarando-a como levante de Revolução Constitucionalista.

Os paulistas não foram páreo e perderam a guerra, que durara apenas 3 meses. O Exército Brasileiro, em maior número e melhor treinado acabou com o conflito, mas a guerra não foi completamente em vão: dois anos depois, em 1934, o governo central promulgava uma nova constituição, mostrando que a revolta conseguira, ainda que tardiamente, atingir seu principal objetivo declarado. Pelo menos esse foi o sentimento que os paulistas tiveram, já que o governo afirmara já haver marcado eleições, fato este sempre contestado pelos paulistas, que argumentavam que sem a Revolução não haveria redemocratização do Brasil.

Refletindo sobre a Revolução de 32, podemos dizer que ela não se restringiu apenas ao campo da política: o levante foi também um dos principais marcos da formação da identidade paulista. Apoiada na ideia de que o estado é o “carro chefe” econômico da nação, as elites locais aproveitaram o sentimento de união gerado pela revolta para reforçar seu discurso sobre o suposto “espírito” do povo de São Paulo. Dessa forma, elementos que vinham sendo construídos havia anos – como as ideias de pioneirismo e nobreza paulista – foram reforçados pelo poder ideológico da Revolução.

Bom pessoal. Sendo por motivos próprios ou nobres, é um grande acontecimento e por isso hoje é feriado. Então, quando perguntarem porque é feriado no dia 9 de Julho, digam que é a comemoração da Revolução de 32 ou Revolução Constitucionalista.

Um bom Feriado a todos e Viva a Revolução!

Independence Day

Hoje, dia 4 de julho, é comemorado o dia da independência dos Estados Unidos da América. Mas o que sabemos sobre esta data além de que é o dia do nascimento de uma das nações mais poderosas do planeta? Abaixo, lhes contarei um pouco de como foi a independência americana e porque ela se deu.

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No dia 4 de julho do ano de  1776, as 13 colônias inglesas declaram-se separadas formalmente do império britânico. Porém, somente 1783, após a guerra com a Inglaterra, é que as 13 colônias – Como tudo na vida, nada é muito simples – se tornaram realmente independentes. As 13 colônias não acordaram de um dia para o outro e decidiram se tornar independentes não senhores. Houve uma série de fatores que levaram a essa decisão. Para entendermos corretamente, vamos ao início.

Os ingleses, por volta do século XVII, começaram a colonizar as terras do norte do continente americano e essa colonização foi feita de dois modos distintos: no norte, a colonização era de povoamento, na maior parte feita por protestantes que fugiam das perseguições religiosas da Europa e essa colonização tinha por objetivo – como próprio nome diz – povoar o lugar, mas tinha outras características que nos ajudam a entender o povo estadunidense, que eram a mão-de-obra livre, economia baseada em comercio, pequenas propriedades e produção para consumo no mercado interno. Já no Sul dos Estados Unidos a colonização era de exploração, igualmente a colonização no Brasil feita por Portugal. Era baseada no latifúndio (grandes propriedades agrícolas com baixa produção), mão de obra escrava, produção para exportação e monocultura (produção ou cultura de apenas uma especialidade agrícola).

Os ingleses não eram os únicos interessados pelo território americano e durante os anos de 1756 e 1763, a Inglaterra e a França lutaram pela posse dos territórios da América do Norte, que teve como vencedora a Inglaterra.  Ela resolveu pagar os custos da guerra aumentando as taxas e impostos dos colonos que lá habitavam, principalmente dos colonos do norte, e se tem uma coisa que povo não gosta é que mexa no bolso dele. Isso acabou desencadeando protestos contra Inglaterra. Além de aumentar os impostos, os ingleses criaram novas leis que tiravam a liberdade dos colonos, como por exemplo, a lei do chá, onde o comércio de chá era monopolizado pela companhia comercial inglesa.

A revolta era tanta que alguns colonos se vestiram de índios e invadiram um navio que estava carregado de chá e jogaram no mar a mercadoria. Esse fato é conhecido até hoje como The Boston Tea Party (Festa do chá de Boston). Fresco como só ingleses sabem ser, deram chilique e exigiram que os habitantes pagassem pelo prejuízo e além do mais cercaram a cidade com soldados.

Insatisfeitos com os desmandos dos ingleses, os colonos organizaram um congresso em 1774 para verem o que eles poderiam fazer para melhorar a situação deles baixando impostos. A história diz que é só isso que eles conversaram e que não tinha nenhum cunho separatista, mas… Os ingleses não aceitaram as propostas elaboradas por esse congresso. Muito pelo contrario. O Rei George III adotou mais medidas controladoras e restritivas às colônias. Aí a coisa ficou feia.

Em 1776, os colonos se reuniram em outro congresso e, esse sim, com o objetivo de conquistar a independência e, durante esse congresso, Thomas Jefferson redigiu a declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra birrenta e cheia de si – afinal, era maior nação da época – não aceitou e ainda por cima declarou guerra. O resto vocês já sabem e o cinema americano não deixa o mundo esquecer. Com uma pequena ajudinha da França – a perdedora de lá do inicio – as colônias tornaram-se independentes. No ano de 1787 ficou pronta a constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas, nada que a França “não tenha” ajudado.

Bom, pessoal. É isso! Espero que vocês tenham gostado!

Curiosidades

A bandeira dos Estados Unidos é composta por sete faixas horizontais vermelhas e seis na cor branca, no canto superior esquerdo há um retângulo azul escuro com 50 estrelas brancas. As 50 estrelas da bandeira representam todos os Estados. Já as faixas (nas cores vermelha e branca), simbolizam as 13 colônias que deram origem aos Estados Unidos.

A cor vermelha presente na bandeira simboliza valor e resistência, já a cor branca representa a pureza e o azul simboliza a justiça e a perseverança.

Os Estados que compõem os Estados Unidos são: Alabama, Alasca, Arizona, Arkansas, Califórnia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Colorado, Connecticut, Dacota do Norte, Dacota do Sul, Delaware, Flórida, Geórgia, Havaí, Idaho, Illinois, Indiana, Iowa, Kansas, Kentucky, Luisiana, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississípi, Missouri, Montana, Nebrasca, Nevada, Nova Hampshire, Nova Iorque, Nova Jérsei, Novo México, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Tennessee, Texas, Utah, Vermont, Virgínia, Virgínia Ocidental, Washington, Wisconsin e Wyoming. Além desses Estados, os americanos têm territórios que são administrados: Porto Rico, Ilhas Marianas do Norte, Atol Johnston, Guam, Ilhas Wake, Ilhas Midway, Ilhas Virgens Americanas, Samoa Americana e Baia de Gantanamo.

Recordar é Viver

Fala galera! Tudo certo com vocês? Espero que sim!

Essa semana fiquei com a grana curta e não pude ir ao cinema, mas em casa e graças ao Netflix não fiquei refém da TV aberta e suas novelas de trama manjada.

Perdido nas várias opções que o catálogo oferece, resolvi ver filmes antigos de sessão da tarde. Um pouco motivado – confesso – pelos recentes títulos do cinema como Mercenários 3, Tartarugas Ninjas e as musicas dos anos 80 na trilha sonora de Guardiões da Galáxia. Então, hoje, vou falar sobre os filmes que vi.

Curtindo a Vida Adoidado

Diretor: John Hughes

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Estrelado: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Cindy Pickett, Jennifer Grey, Edie McClurg, Charlie Sheen e muitos outros

Trailer: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-46543/trailer-19348330/

Não poderia começar por outro filme um marco da geração que cresceu nos anos 80 e 90 e da sessão da tarde. Curtindo a vida adoidado, original em inglês: Ferris Bueller’s Day Off, conta a história de  Ferris Bueller (Matthew Broderick) que no último semestre do curso do colégio, sente um incontrolável desejo de matar a aula e planeja um grande programa na cidade com sua namorada (Mia Sara), seu melhor amigo (Alan Ruck) e uma Ferrari. Só que para poder realizar seu desejo ele precisa escapar do diretor do colégio (Jeffrey Jones) e de sua irmã (Jennifer Grey).

O filme fez e faz tanto sucesso no mundo todo que é aclamado pela critica até hoje. Pensou-se muito em um segundo, que nunca aconteceu. Até uma série foi produzida nos Estados Unidos e contou com 13 episódios, mas nunca conseguiu repetir o sucesso do filme. Em 2012, foi feito um comercial para Honda inspirado no filme e estrelado por Matthew Broderick. Muito legal.

Clube dos Cinco

Diretor: John Hughes

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Estrelado: Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Paul Gleason, Judd Nelson, Molly Ringwald e Ally Sheedy.

trailer: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-42399/trailer-19518679/

Clube dos Cinco, em inglês The Breakfast Club, conta a história de 5 jovens do ensino médio que, em virtude de terem cometido pequenos delitos, são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre, eles passam a aceitar uns aos outros, fazem várias confissões e tornam-se amigos.

O filme pode não estar tão fresco na cabeça de todos como Curtindo a Vida Adoidado, mas é tão importante quanto. Ele trabalha muito bem as diferenças, angústias dos adolescentes do ensino médio e a busca por identidade. Recomendadíssimo! Quem não viu, pode ver que é certeza que vão gostar.

Gatinhas & Gatões

Diretor: John Hughes

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Estrelado: Molly Ringwald, Michael Schoeffling, Haviland Morris, Gedde Watanabe, Anthony Michael Hall, Joan Cusack, Brian Doyle-Murray e Jami Gertz

trailer: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-46541/trailer-19538920/

Samantha Baker (Molly Ringwald), uma adolescente que está completando 16 anos, sonha em namorar com um colega do colégio, que infelizmente namora uma linda jovem. Além disso, por conta do casamento de sua irmã mais velha, seu aniversário é totalmente esquecido e como se não bastasse, um garoto começa a assediá-la de forma inconveniente.

Do original Sixteen Candles, Gatinhas & Gatões conta uma história divertida dessa rica fase de nossas vidas que é a adolescência. É legal ver e lembrar das festas e pegações da época da escola ou pelo menos as tentativas de pegar alguém.

Todos esses filmes sobre os quais escrevi hoje são dirigidos por John Hughes. Esse cara era foda. Além de dirigir, escreveu esses filmes. O cara sabia falar para juventude como ninguém.

Bom galera, por enquanto esses foram os filmes que assisti no Netflix. Com o tempo, conto para vocês minhas impressões sobre outros filmes que vi e achei legal e trago outros clássicos da sessão da tarde.

Abraços, boa sessão e até semana que vem!

Contato: interferenciaurbana@gmail.com

Tartarugas Ninjas

Olá Leitores!

Como prometido na semana passada, vou falar sobre o filme Tartarugas Ninjas. Mas como de costume, vou falar um pouco sobre elas.

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Para quem não conhece as Tartarugas Ninjas (em inglês, Teenage Mutant Ninja Turtles, abreviado TMNT), é um grupo de 4 tartarugas antropomórficas adolescentes, mutantes e ninjas, treinadas pelo rato, Mestre Splinter. As 4 são batizadas em homenagem aos artistas renascentistas: Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael. As Tartarugas moram no esgoto de Nova York e seu grande inimigo é o Destruidor, líder de uma gangue de ninjas.

As Tartarugas foram criadas numa história em quadrinhos da Mirage Comics nos anos 80, por Kevin Eastman e Peter Laird. A popularidade cresceu após um desenho animado que durou 9 anos. Depois foram adaptadas em uma série com atores reais chamada Ninja Turtles: The Next Mutation (As Tartarugas Ninja: a Próxima Mutação), 4 filmes, videogames da Konami, um longa metragem totalmente em CGI, uma nova animação em 2012 e agora nesse ano, mais um filme com atores.

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trailer:  https://www.youtube.com/watch?v=G5QE7unzKYg

Diretor: Jonathan Liebesman

Estrelado: Megan Fox, Alan Ritchson, Will Arnett, Noel Fisher, William Fichtner, Jeremy Howard, Whoopi Goldberg, Danny Woodburn

Afetados por uma substância radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas, treinadas na arte de kung-fu, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto com seu sensei, Mestre Splinter, tem que enfrentar o mal que habita cidade.

Bom pessoal. O que tenho para falar desse filme é que ele é divertido. Confesso que quando vi o trailer pela primeira vez,  fiquei empolgado e na hora pensei: vou ver um filme foda, que vai mesclar as tartarugas da TV e dos quadrinhos. Mas após vê-lo, meu sentimento era de frustração.

São bem legais as cenas de luta e visual das Tartarugas, mestre Splinter e Destruidor são do caralho! Porém, a história achei muito fraca. Megan Fox é gostosa, mas ainda precisa se provar como atriz e tem umas cenas que são muito exageradas. Na hora fiquei pensando: Sério que precisa de tudo isso? Mas podem ficar tranquilos, não vou dar spoiler.

Vamos definir assim: um filme legal pra família. Todos vão se divertir, mas não será “O” filme das Tartarugas e nem o que eu esperava.

Abraço boa sessão  e até semana que vem!

Contato: interferenciaurbana@gmail.com

Robin Williams

Olá Galerá!

Essa semana perdemos um dos atores mas influentes de Hollywood: Robin Williams.

Motivado por essa perda, resolvi falar sobre ele hoje.

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Nascido em 21 de julho de 1951 (Chicago, Illinois, EUA) Robin McLaurim Williams foi um ator e comediante americano. Após conquistar fama interpretando o alienígena Mork na série de televisão Mork & Mindy, e pelo seu trabalho posterior com stand-up comedy, Williams foi destaque de diversos filmes desde dos anos 80. Venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante por sua performance no filme Gênio Indomável de 1997, e também conquistou dois Prêmios Emmy do Primetime, seis Globos de Ouro, dois prêmios do Screen Actors Guild e cinco Grammys.
Robin Williams é reconhecido mundialmente pelo humor e capacidade de improviso que é de onde vem a sua origem como ator, pois quando era pequeno criava vozes para se distrair e, mais tarde, foi incentivado a investir no segmento pelo professor de teatro.
Participou como ator de uma grande lista de filmes, sendo que alguns dos principais são: Uma Noite no Museu 1 e 2, Violação de Privacidade, Insônia, O Homem Bicentenário, Amor Além da Vida, Patch Adams – O Amor é Contagioso, Gênio Indomável, Aladdin (O Gênio), The Birdcage – A Gaiola das Loucas, Jumanji, Uma Babá Quase Perfeita, Hook – A Volta do Capitão Gancho, Sociedade dos Poetas Mortos e Bom Dia Vietnã!.

Trabalhou como produtor também, mas somente em 2 filmes: Um Sinal de Esperança  e Uma Babá Quase Perfeita.

Sua brilhante carreira se encerrou nesta segunda feira, 11 de agosto de 2014, com a idade de 63 anos, na Califórnia, EUA. Robin Williams cometeu suicídio. Um grande ator que deixará saudades.

Da grande lista de filmes que ele tem na carreira, resolvi falar sobre Insônia, filme de 2002.

Insônia

Diretor: Christopher Nolan

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Estrelado: Al Pacino, Robin Williams, Hilary Swank, Nicky Katt, Paul Dooley, Katharine Isabelle, Jay Brazeau e Jonathan Jackson

Will Dormer (Al Pacino) é um policial enviado para uma pequena cidade do Alasca onde, em meio às investigações em torno do assassinato de uma adolescente, acaba atirando acidentalmente em Hap Eckhart (Martin Donovan), seu próprio parceiro, enquanto tentava prender um suspeito. Consumido pela culpa, Dormer ganha inesperadamente um álibi, fornecido pela própria polícia, que acaba aumentando ainda mais sua sensação de culpa por causa da morte de Eckhart. Ainda tendo que resolver o caso do assassinato da adolescente, Dormer passa a ser chantageado por Walter Finch (Robin Williams), o suspeito que tentava prender, que o acusa de ter armado a situação para que não fosse condenado pela morte de seu parceiro. Enquanto isso, Ellie Burr (Hilary Swank), uma detetive local, resolve iniciar uma investigação por conta própria para descobrir o que realmente aconteceu entre Dormer e Eckhart.

Insônia foi um dos primeiros filmes que vi do diretor Christopher Nolan, que dirigiu também os últimos filmes do Batman e Origem. Resolvi destacar esse filme porque me impressionou a atuação do Robin Williams. Até então, o tinha visto apenas em papéis dramáticos, como em Amor Além da vida e Bom dia Vietnã!. Ainda não o tinha visto em um papel de vilão, como em Insônia. Foi de chamar a atenção e gerar em mim admiração por seu trabalho.
Se não for fazer nada nesse frio final de semana, fica a dica pra assistir esse filme em baixo das cobertas. Até semana que vem com a crítica do filme As Tartarugas Ninjas.

Abraços e boa Sessão!

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Guardiões da Galáxia

Por: Renan Pereira

Olá Galera!

Como prometido semana passada, vou falar para vocês o que achei sobre o filme Guardiões da Galáxia. Mas claro, sem deixar de falar dos quadrinhos, de onde veio essa história. Sem mais delongas vamos ao que interessa.

Guardiões da Galáxia

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=hq_iVNuRUns

Diretor: James Gunn

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Estrelando: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Lee Pace, Benicio Del Toro, Karen Gillan, Glenn Close, John C. Reilly e muitos mais.

Nos quadrinhos, Guardiões da Galáxia conta a história de duas equipes de personagens fictícios do universo da Marvel Comics. Ambas as equipes atuam principalmente no espaço sideral na proteção de planetas e galáxias contra ataques e guerras alienígenas. Os Guardiões originais apareceram pela primeira vez na revista “Marvel Super-Heroes” #18 nos anos 60 com o objetivo de deter a invasão dos Badoon à Terra. Já a segunda e atual formação dos Guardiões apareceram na revista “Guardiões da Galáxia” (vol. 2) #1 nos anos 2000 quando Star-Lord decidiu unir alguns herois na intenção de deter a invasão de Phalanx no planeta Hala, terra natal dos Kree.

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O longa baseia-se nessa segunda formação, dos anos 2000, mas com a liberdade artística que o cinema tem direito.

No filme, Peter Quill (Chris Pratt) foi abduzido da Terra quando ainda era criança. Adulto, fez carreira como saqueador e ganhou, ou melhor, se deu o nome de Senhor das Estrelas. Quando rouba uma esfera, na qual o poderoso vilão Ronan, da raça Kree, está interessado, passa a ser procurado por vários caçadores de recompensas. Para escapar do perigo, Quill une forças com quatro personagens de conduta duvidosa: Groot, uma árvore humanóide (Vin Diesel), a sombria e perigosa Gamora (Zoe Saldana), o guaxinim rápido no gatilho Rocket Racoon (Bradley Cooper) e o vingativo Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Mas o Senhor das Estrelas descobre que a esfera roubada possui um poder capaz de mudar os rumos do universo, e logo o grupo deverá proteger o objeto para salvar o futuro da galáxia.

Dando continuidade ao seu ambicioso projeto de levar às grandes telas seu universo, a Marvel nos apresenta os Guardiões das Galáxias, diferentemente dos Vingadores, quando foram apresentados cuidadosamente um personagem de cada vez, em Guardiões da Galáxia vamos direto ao assunto. A equipe é essa e esses são os caras. Um projeto ambicioso da Marvel desde o Homem de Ferro, por seus protagonistas não serem conhecidos do grande publico e assim poderia ser um grande tiro n’água.

Como disse, poderia. O filme é muito legal e mais uma vez a Marvel acerta sua aposta e consegue agradar fãs, pessoas que não gostam de quadrinhos e o grande publico. Tem ação, aventura, comédia, um pouco de romance e uma trilha sonora com clássicos do anos 80 escolhida a dedo. Tudo isso sem deixar de pensar no seu objetivo que é a construção de um grande universo.

A história se desenvolve tranquilamente, não é maçante e tem um ponto que achei bem legal: Como a abordagem do tema “uma equipe que deve proteger a galáxia” foi direta, aos poucos, durante o filme, meio que sem você perceber, cada membro dos Guardiões vai contando sua própria história e suas origens. Simples, objetivo e suficiente para você entender.

Em relação a atuação, achei que todos os atores foram bem. Nada a destacar de negativo. Só fiquei um pouco decepcionado com Ronan e o personagem do Benicio Del Toro. Um por ser o vilão e o outro, pelo ator que é. Esperava mais de ambos. Nada que impeça de gostar do filme – longe disso – mas fiquei com essa impressão ao sair da sala.

Recomendo a todos assistirem Guardiões da Galáxia e se possível em 3D, por haver cenas bem interessantes de serem assistidas saltando da tela. Ah, não deixem de esperar a letras passarem. Sabe como é: filmes da Marvel tem sempre algo a mais.

Abraços e boa Sessão!

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Crítica de Transformers: A era da extinção e Planeta dos Macacos: O Confronto

Fala Galera

Como prometido, semana passada assisti aos filme Transformers: A era da extinção e Planeta dos Macacos: O Confronto.

Agora vou falar para vocês o que achei dos filmes.

Transformers: A Era da Extinção

Diretor: Michael Bay

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Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=h7eRCg-OIjY

Estrelas: Mark Wahlberg, Stanley Tucci, Kelsey Grammer, Nicola Peltz, Jack Reynor, Titus Welliver, Sophia Myles e Bingbing Li.

O filme se passa alguns anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons na cidade de Chicago, os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelos humanos, que não desejam passar por apuros novamente. Quando Cade (Mark Wahlberg) encontra um caminhão abandonado, ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) entrariam na mira das autoridades americanas. Dai em diante você pode imaginar: correria, gritaria, choro e muitas e muitas explosões.

Michael Bay mais uma vez fez o que mais gosta de fazer, pegou personagens que seguem histórias próprias que se convergem em um grande final cheio de explosões e toda aquela megalomania que já conhecemos de seus filmes e que está explicita nos três anteriores. Não esquecendo, claro, de algumas cenas em câmera lenta para dar aquele climão, com o sol de fundo como um toque especial.

Em relação a atuação, no filme dos Transformes isso é bem relativo, porque você precisa gritar, correr e chorar. Mark Wahlberg e Nicola Peltz, ao melhor estilo Shia Labeouf, faz até bem isso, dou mais risada das caras que eles fazem do que das piadinhas do filme.

Uma coisa fica claro para mim a cada novo filme dos Transformes. Megan Fox foi um achado. Ela era um dos pilares do sucesso dessa franquia, não pela atuação – longe disso – porque ela é muito gata e muitos marmanjos – assim como eu, confesso – viam o filme por causa disso e essa nova mocinha é bonitinha, mas não é ela e não tem o mesmo impacto visual.

Não me leve a mal, me diverti vendo o filme e o veria novamente. Curti o novo design dos robôs, as cenas de lutas são legais e a historia é interessante, porém, achei mal trabalhado. Vou me explicar. Quando vi o trailer na internet, pensei: “O bicho vai pegar!”, só que estava enganado. Toda hora tem uma piadinha ou uma situação cômica que é claramente desnecessária para o desenvolvimento do filme. Eles dão uma explicação bem rasa para o porque das coisas, quem é quem, personagens que vem e vão, qual função desse ou daquele personagem na historia e já partem para a porrada e isso me incomoda bastante. Sinto-me na tv aberta de domingo porque  jogam um monte coisas na sua cara, algumas sem sentido, outras que começam interessantes e depois ficam uma bosta.

A conclusão que tirei ao sair do cinema é  a de que os filmes dos Transformes ainda tem folego na telona. Continua interessante ver as batalhas dos grandes robôs, as crianças adoram, a Hasbro – fabricante de brinquedos que criou os transformes – vai vender muitos bonecos e o estúdio vai faturar milhões e é isso que importa. Foda-se o resto.

Planeta dos Macacos: O Confronto

Diretor: Matt Reeves

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Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Dlfs_H1IX2M

Estrelado: Andy Serkis, Jason Clarke, Gary Oldman, Keri Russell, Toby Kebbell e Kodi Smit-McPhee

Dez anos após a conquista da liberdade, César (Andy Serkis) e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a San Francisco. Lá, eles desenvolveram uma comunidade própria baseada no apoio mútuo, enquanto os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório. Sem energia elétrica, um grupo de sobreviventes planeja invadir a floresta e reativar a usina lá instalada. Malcolm (Jason Clarke), único que conhece bem os símios, tenta agir pacificamente e impedir que o confronto aconteça.

Super recomendo, gostei pra caramba. Existe um equilíbrio legal entre a computação gráfica e atores. Parabéns Andy Serkis por mais uma vez dar vida brilhantemente ao César. Para quem não conhece, Andy Serkis é o cara que dá vida Golum em Senhor dos Anéis e Hobbit. Ele também foi o King Kong na última adaptação nos cinemas da história do grande gorila.

Em relação aos outros atores, não achei nenhuma atuação ruim. Só acho que poderia ter dado mais espaço para o Gary Oldman. Acho ele um baita de um ator e por isso esperava mais do papel dele. Para quem não conhece, ele foi o Comissário Gordon nos últimos filmes do Batman.

O que eu curti do filme não foi somente a batalha entre humanos e macacos. Ela é legal, mas a reflexão que podemos ter enquanto sociedade, se procurarmos olhar para nós como se fossemos outra espécie, buscando entender o porque de nossas atitudes e se somos tão diferentes dos animais que vivem nesse planeta, essa reflexão é muito mais legal e é a grande proposta do filme. Pois quando nos sentimos ameaçados, podemos ser tão destrutivos quanto qualquer outro e é disso que gostei mais. Assistam e reflitam!

Não deixem de ler o Blog semana que vem, porque vou dizer o que achei do filme Guardiões da Galáxia. Novo filme dos estúdios Marvel e Disney, os mesmos que fizeram: Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Vingadores e muitos outros.

Abraços e boa Sessão!

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Tokusatsu

Fala Galera!

Semana passada, falei sobre os meus desenhos animados prediletos: Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball. Durante as pesquisas para o texto da semana passada, vi bastante coisa sobre os Tokusatsu, e como diz o ditado, Recordar é viver! Resolvi falar sobre eles hoje.

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Tokusatsu é uma abreviatura da expressão japonesa “tokushu satsuei” e sua tradução seria mais ou menos “filme de efeitos especiais”. Antigamente, o gênero englobava praticamente qualquer produção cinematográfica ou televisiva que se utilizasse de efeitos especiais. Atualmente, tornou-se sinônimo de filmes ou séries live-action de super-heróis produzidos no Japão com bastante ênfase nos efeitos especiais, mesclando varias técnicas como a pirotecnia, computação gráfica, modelismo, entre outras.

Reza a lenda que após o final da 2ª Guerra Mundial com a vitória dos Aliados em 1945, houve uma enorme expansão nacionalista iniciada pelos Estados Unidos, que aumentou consideravelmente a criação, divulgação e produção de heróis que exaltavam tal ideal, como Superman, Mulher Maravilha e Capitão América, entre outros. Acredita-se que o Japão, temendo que essa invasão de heróis ocidentais advindos da “nação da liberdade” (um manto sob o qual se cobriam os heróis norte-americanos) se alastrasse pelo seu território, resolveu iniciar os primeiros projetos de criação de seus próprios “heróis”.

Alguns exemplos de tokusatsu são as séries Kamen Rider Black, Jaspion, Jiraiya, National Kid, Changeman, Ultraman, Flashman, Winspector, Spectreman, Cybercops, Ultraseven, Solbrain e muitos outros. Eles fizeram muito sucesso aqui nas décadas passadas, só que perderam espaço na telinha para os animes e séries americanas, como Power Rangers. Apesar disso, continuam no coração de todos.

Não se lembra deles? Não está entendo nada? Vamos ver se te ajudo…

As séries tokusatsu são divididas em grupos ou franquias nos quais cada um possui suas peculiaridades. São elas: Kamen Rider Sentai/Super Sentai, Metal Hero, Ultraman, Henshin Hero e Kyodai Hero.

Kamen Rider

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Kamen Rider Black – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=iMIGJaKC0wU

Produzido pela Toei Company em parceria com a Ishimori Productions e criado por Shotaro Ishinomori nos anos 60, o Kamen Rider foi um personagem de enorme sucesso em manga. Adaptado para a televisão nos anos 70, teve diversas versões e gerou uma franquia própria.

Ficou fora da televisão por 11 anos, porém, após a morte de seu criador, retornou ao novo milênio reformulado e com diversas inovações em relação à premissa original.

Os Kamen Riders têm por característica serem super-heróis com uma roupa (atualmente, eles usam armaduras) de gafanhoto e possuírem uma moto. No manga de Ishinomori, o Kamen Rider era um guerreiro solitário, frio e amargurado, pois foi transformado em um monstro contra a sua vontade e é rejeitado pela sociedade que protege. Porém, esse conceito foi abandonado na série de televisão a fim de que as crianças se identificassem mais com o herói. Os primeiros Riders (Kamen Rider, Kamen Rider Super-1 e Kamen Rider ZX) eram jovens transformados em ciborgues (kaizo ningen, no original ou “humanos remodelados”). Em Black, Black RX, Shin, ZO e J, os heróis eram mutantes transformados organicamente em decorrência de alguma experiência em seus corpos. Já os Riders atuais (de Kuuga até então) vestem armaduras baseadas não só em gafanhotos, mas em diferentes espécies de insetos e outros animais.

No Brasil, as únicas séries exibidas foram Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão, Kamen Rider Black e a continuação de Black, Kamen Rider Black RX que assisti quando era criança. São muito legais!

Sentai/Super Sentai

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Changeman – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=vuzlkNgmC9s

Flashman – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=kDsqJBk6xMg

Maskman – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=eCfzjXPuvp0

Produzida pela Toei Company, foi criada por Shotaro Ishinomori nos anos 70 e dura até os dias atuais. São séries nas quais equipes de três a cinco guerreiros, cada um vestindo um uniforme de cor diferente, defendem a Terra das forças do mal. Até o final dos anos 70, a franquia se chamava apenas “Sentai”, mas após as duas primeiras séries (Goranger e JAKQ), as demais equipes passaram a dispôr de veículos mecânicos que se transformam em um robô gigante (mecha), passando a denominar-se Super Sentai. O gênero passou por diversas reformulações ao longo de três décadas, porém mantendo sua premissa básica. A franquia norte-americana Power Rangers usa estas séries como base, chegando a usar o mesmo figurino, monstros, veículos e até mesmo algumas cenas de ação originais. Você nunca reparou que a Ranger Amarela não tem saia? Na versão Japonesa não é Ranger Amarela, é Ranger Amarelo, um personagem masculino. Tá espantado? Eu também fiquei quando soube disso, mas continuando…

No Brasil, as séries que foram exibidas são: Changeman, Flashman e Maskman.

Metal Hero

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Jaspion – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=AVpsv2G9Isw

Jiraya – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=Id5BhMRRnxs

Jiban – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=CS-C-9A0M28

Winspector – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=-o1nTctW4T4

Produzido pela Toei Company. A premissa básica era um jovem que usava uma armadura metálica de última geração para combater uma organização maligna que ameaçasse a paz na Terra. Considerada uma grande inovação do Tokusatsu na época de sua criação, o gênero sofreu grandes e variadas modificações no decorrer dos anos, sofrendo um severo desgaste que culminou com o seu fim nos anos 90, após a exibição da última série, B-Fighter Kabuto. Embora tenham sido produzidas outras séries após esse período (como as infantis Robotack e Kabutack), elas não são consideradas como pertencentes à franquia na contagem oficial.

O género teve início com a era dos Policiais do Espaço, trilogia formada pelas séries Gyaban, Sharivan e Shaider. Posteriormente, foram produzidas mais duas séries com a mesma linguagem, porém a parte da “família” dos Policiais do Espaço: Jaspion, a primeira série Tokusatsu exibida no Brasil nos anos 80, e Spielvan.

Devido a certo insucesso, as séries seguintes adotaram temas distintos. Em Metalder, um andróide é reativado por seu criador muitos anos após o término da Segunda Guerra Mundial para combater um imperador mutante milionário. Em Jiraiya, um aprendiz de ninja ganha uma armadura e uma poderosa espada ninja, sendo a maior esperança de manter a paz desafiando os ninjas mais poderosos do planeta e enfrentando uma família de ninjas malignos. Em Jiban, um policial morre no cumprimento do dever e é transformado em um ciborgue para que sua vida fosse salva, passando a combater uma organização de monstros biotecnológicos.

Veio então a segunda trilogia dentro do gênero, os Rescue Heroes, composta das séries Winspector, Solbrain e Exceedraft. No Japão, ainda foram produzidas Janperson, Blue Swat, Juukou B-Fighter e B-Fighter Kabuto.

Com a derrocada do gênero e as constantes reformulações, a Toei decidiu por encerrar a produção do gênero após B-Fighter Kabuto, mantendo apenas a produção de Super Sentais e posteriormente, Kamen Riders.

No Brasil, foi o gênero que teve mais séries exibidas, desde Gyaban até Solbrain: Gyaban, Sharivan, Shaider, Jaspion, Spielvan, Metalder, Jiraiya, Jiban, Winspector e Solbrain. Eu tinha até uns bonequinhos do Jiban e Winspector, olha eu entregando minha idade de novo.

Ultraman

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Ultraman – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=b2SjWnozH6U

Produzido pela Tsuburaya Productions. Conta à história de uma família de guerreiros que vieram da Nebulosa M-78 e procuram um hospedeiro humano na Terra para poder combater os monstros alienígenas que querem invadir o planeta. Os guerreiros Ultra e seus inimigos possuem tamanho gigante. No entanto, nem todas as séries do género possuem seres Ultra, como a pioneira Ultra Q (1966) e seu remake Ultra Q – Dark Fantasy (2004).

No Brasil, foi exibido Ultraman, Ultra Seven, Ultraman Jack e Ultraman Tiga. A partir de 2011, Ultraman voltou a ser investido no Brasil. A empresa Focus Filmes lançou filmes inéditos de Ultraman para DVD e Blu-ray, são eles Ultraman Tiga e Ultraman Dyna: os Guerreiros da Estrela da Luz (1998), Ultraman Gaia & Ultraman Dyna & Ultraman Tiga: A Batalha do Hiperespaço (1999), Ultraman Tiga: A Odisséia Final (2000), lançado no Brasil em 2007, Ultraman The Next (2004), lançado no Brasil em 2006, Ultraman Mebius & Irmãos Ultra: Yapool Ataca! (2006), Ultraman Mebius & Irmãos Ultra: A Grande Batalha Decisiva (2008) e Mega Batalha na Galáxia Ultra (2009). Em abril de 2012 a Focus Filmes anunciou que adquiriu os direitos de Ultraman Zero & Irmãos Ultra: A Vingança de Ultraman Belial, exibido em 2010 nos cinemas japoneses.

Henshin Hero

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National Kid – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=gztsPZLT3tQ

Lion Man – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=_QzUfOWtbEo

Cybercops- Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=DN7n8k49XRE

Um dos únicos gêneros independentes de produtora. “Henshin” seria como “transformação” em japonês, sendo que praticamente todos os heróis de Tokusatsu (salvo raríssimas exceções) sofrem algum tipo de transformação. A classificação é usada para qualquer série que não se encaixa nos demais géneros ou não faz parte de nenhuma franquia. Possui sub-géneros, como os “Other Heroes”, “Super Heroines”, “Classic Heroes” e vários outros.

No Brasil, foram exibidas as series National Kid (Toei Company), – Meu pai via muito – Kousoku Esper (Senkousha Productions), Kaiketsu Lion Man (P-Productions), Fuun Lion Man (P-Productions), Machineman (Toei Company), Bicrossers (Toei Company), Cybercops (Toho), Patrine (Toei Company) e Ryukendo (Takara).

Kyodai Hero

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Spectreman – Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=wsBYLZV_Bjs

É qualquer série em que apareçam heróis gigantes não pertencentes à família Ultra. A primeira série de um herói gigante foi Vingadores do Espaço (Magma Taishi, no original). Duas semanas depois, estreou Ultraman. O género teve um boom avassalador na década de 70, o que gerou a criação de muitos heróis como Redman, Thunder Mask, Silver Kamen Giant, Mirrorman, Megaloman e muitos outros, mas acabou entrando em declínio nos primeiros anos da década de 80, o que acabou por sepultar sua produção.

No Brasil, as séries exibidas foram Vingadores do Espaço (Magma Taishi ou Ambassador Magma), Robô Gigante e Spectreman.

Galera! Tokusatsu é tema muito extenso e tem milhões de coisas para serem ditas. Por isso, procurei dar uma pincelada no assunto.

Faz bater um sentimento de nostalgia né? Se vocês quiserem saber mais, recomendo o site www.megahero.com.br. Lá, podemos encontrar bastante material sobre gênero e outras coisas de cultura pop. Eles idealizaram “O Dia do Tokusatsu” que surgiu em 2013 com a proposta de unir todos os fãs do gênero para uma comemoração conjunta, semelhante ao Dia do Orgulho Nerd. A data escolhida para a comemoração foi o dia 3 de Novembro, em referência ao filme de Godzilla que foi lançado em 1954 e é considerado por muitos o percussor do gênero.

Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre esse gênero que encanta crianças e adultos do mundo inteiro. Semana que vem volto a falar de cinema com o que achei de “Transformes: A Extinção” e “Planeta dos Macacos: O Confronto”.

Abraços e boa Sessão!

Contato: interferenciaurbana@gmail.com