A explicação da onda de calor mundial

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É inegável que o calor está aumentando a cada dia, mesmo em estações que deveriam ser frias. Existe uma explicação lógica e racional para isso, a parte ruim é que dificilmente esse quadro se reverterá.

Com o aumento do número de pecadores e consequentemente suas mortes, o Inferno acabou ficando pequeno. Sabemos que ele fica no Centro da Terra e por isso são necessárias obras de expansão contínua, para que caibam mais pessoas (almas, espíritos ou qualquer denominação de sua religião).

Com essa expansão, aumenta-se o número de vulcões e terremotos, para que a rocha derretida (também conhecida como Lava) possa vir para a superfície.

Oras, se o Inferno aumenta, a camada que o separa do lado externo do planeta fica menor e por isso, todo o calor da Terra do Capiroto vai criar uma pressão nas “paredes” que separam esse mundo, aquecendo o solo externo e assim aumentando o calor.

Simplificando o raciocínio, O inferno está aumentando e o calor está transcendendo para o plano terreno.

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Festa ou velório? Quem você escolhe?

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Redes sociais servem para aproximar as pessoas, disse ele. Essa aproximação, que gosto de chamar de “aproximação plástica e/ou artificial” serve para dar uma sensação de conforto enquanto esconde o que na verdade não queremos presenciar.

Preste bem atenção: Se não fosse aquela famosa rede social, muitos aniversários passariam batido. Você não se lembraria, não de todos, apenas daquelas pessoas mais próximas. Ela nos ajudou cumprir um pedaço de nossa “vida social”, desejando o feliz aniversário para determinada pessoa. “Parabéns, fulano”. Pronto. Resolvido.

Alguns amigos moram na mesma cidade e você não os vê há tempos. Meses? Anos? Não me lembro, pois o “vejo” todos os dias na rede social. Até conversamos de vez em quando. Mandamos umas mensagens em segredo.

Convites de eventos. Confirmo todos. Se der eu vou, mas no dia eu vou estar com preguiça e arrumarei uma desculpa para não ir.

Sim, as famosas redes sociais te ajudam com a “socialização” atual. Você pode não estar na presença física, mas deu seu recado e assim segue a vida.

Com a chegada da vida adulta, acabamos não tendo tempo para nada. Ou melhor, temos tempo e não sabemos, pois preferimos pasteurizar tudo em mensagens e obrigações cyber-sociais.

Aí mora o erro. Faz quanto tempo que você não vê aquela pessoa que gosta? Quando digo ver, é ver mesmo, com os olhos, em três dimensões, tateáveis e com composição física, nada de hologramas e aparatos de realidade virtual.

Acabamos deixando de ir em festas, encontros e diversas atividades com pessoas reais por mera preguiça. Acostumamos não “perder” (PREFIRO CHAMAR DE GANHAR) aquela uma hora para uma bebida, um encontro ou qualquer coisa com um amigo, tudo porque estamos sempre correndo. Nos encontramos no fluxo, opa, beleza? Cola lá qualquer dia. Vamos marcar algo! Firmeza! E esse dia nunca chega.

O tempo passa, a distância vem e um dia você recebe a notícia que essa pessoa morreu. Você larga tudo. Telefona pro trabalho, avisa o curso, mas hoje você vai prestar as homenagens para a pessoa que simbolizou a amizade em sua vida. Nesse caso sim, perde o dia inteiro num velório, contabilizando o tempo que não passou junto e o que poderia fazer para recuperar.

Não importa, se é laço sanguíneo ou simplesmente de afeto (dos mais variados tipos), será que você está deixando alguém para trás? Quem fez a última ligação? Quem fez a última visita? Quem está abandonando o barco? Suas lágrimas no túmulo serão de saudades ou de arrependimento?

Virtual ou real? Tô no segundo e sempre com troco. Uso o primeiro, vivo o segundo. E você?

Quantas crianças ainda morrerão antes de nossa hipocrisia expirar?

Na semana passada tivemos uma imagem de uma criança morta na praia e essa imagem comoveu milhões de pessoas, inclusive a mim. Choveram montagens e comentários, felizmente não presenciei humor negro nesse caso, acho que a porrada foi tão forte que até os piadistas não tiveram estômago para digerir qualquer que fosse a criação.

Odiei a exposição do sofrimento, talvez tenha sido a imagem mais forte que muitos viram. Não a imagem em si, mas imaginar qualquer coisa se afogando é deveras triste. Não é a morte que incomoda, mas o decorrer dela, suas circunstâncias. Podia ser minha filha, minha mãe, meus irmãos, minha esposa, algum amigo, enfim, poderia ser qualquer um ali. Aquela foto fez eu me sentir mal.

Choveram comentários de apoio ao povo sírio, que vive uma guerra civil que já dura mais de quatro anos e soma mais de 240 mil mortes (fora os não declarados) no total. Não importa que lado está certo, quem está morrendo é o povo, são os pobres, são as crianças, são as mulheres, os adolescentes, os pais de família e todas aquelas pessoas que poderiam ser seus vizinhos, seus parentes ou aquela pessoa que você nutre uma paixão.

Minha melhor definição de guerra é “um jogo onde alguns movem as peças e são lembrados na história e milhares morrem sem nunca serem citados”.

Muitas dessas pessoas se comoveram, fiquei contente com essa humanização, mas ao mesmo tempo, boa parte dessas pessoas são aquelas que são contra a vinda de haitianos para o Brasil, que dizem que eles vieram para tomar nossos empregos, nossas casas, nossas mulheres, enfim, um país que foi devastado por força da natureza e está cheio de pessoas de bem que querem se reerguer e assim ajudar suas famílias, mas que não são bem vistos por muitas pessoas que se comoveram com o caso da criança síria.

Não obstante, li algumas matérias que me deixaram orgulhosos dos seres humanos do planeta onde moro: “Brasil está de braços abertos para receber vítimas de conflitos, incluindo da Síria”; “Haddad: São Paulo recebe sírios com orgulho”; “Venezuela se oferece para receber 20 mil refugiados sírios”; “Alemanha vai receber 500 mil refugiados, ou até mais, diz o vice chanceler Sigmar Gabriel”; “Austríacos recepcionam refugiados sírios com roupas e sapatos”, são algumas das belas coisas postadas, porém, descendo um pouco mais para os comentários de leitores, li cada absurdo que envergonha qualquer um. O pior disso tudo é que numa pesquisa qualquer em redes sociais, você consegue os perfis das figuras e nota que eles estão “indignados” com a morte de uma criança, mas são contra o país e a cidade onde vivem recebe-los. São os mesmos que são contra os programas de incentivo social, da imigração de haitianos para o país, são os mesmos que pregam o ódio e a intolerância aos homossexuais, são aqueles que defendem que apenas sua religião é a certa e me faz pensar que para cada coisa bonita que te faz sorrir, haverá 10 coisas para te fazer chorar. O ser humano não pode ser humano com ações desse tipo. A hipocrisia é servida em uma baixela de prata, com bordas de ouro e cálices de cristal. O Ser humano perdeu sua humanidade e essa falta de caráter é um dos principais ingredientes para termos situações como presenciamos na Síria, na Palestina, na Líbia, no Paraguai, na Alemanha e em tantos países que tiveram guerras, inclusive o Brasil, o qual espero que não precise mais passar por isso, mas um dia, quem sabe, ao invés de sermos espectadores seremos protagonistas de um cenário de desolação e talvez aquela criança morta na praia possa ser um descendente seu, tentado refúgio num país europeu ou até aqui perto mesmo, nas Ilhas Malvinas.

N.A.: Esse texto não tem fotos, a dor não precisa ser vista quando sabemos que ela existe.

Sua vida por um filtro

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Os brasileiros são os mais íntimos usuários de redes sociais no mundo. Digo intimo, pois ele tem a moral de ser “assim ó” com as redes, tendo intimidade para apelidar. Facebook é Face. WhatsApp é Whats (em alguns casos mais íntimos é ZapZap). E o Seu Insta? Beleza?

Essa intimidade acaba trazendo alguns abusos, afinal, é comum vermos vídeos de brigas, acidentes, mortos e uma porrada de coisa chegando em nossos telefones inteligentes. As pessoas acabaram adotando uma superficialidade.

É sair em grupo e as pessoas ficarem conversando com quem não foi para o rolê. Isso me incomoda e já cheguei deixar algumas pessoas sozinhas. Se alguém se deu ao trabalho de sair contigo, ela merece pelo menos atenção.

Recentemente minha amiga Ruth Feliciano – que não vou dizer o nome porque ela odeia quando eu a promovo – socorreu uma senhora tendo convulsão. Ela começou ajudar sozinha, enquanto as pessoas ao redor estavam preocupadas em filmar ou tirar fotos. Que mundo de merda é esse? Ou melhor, que pessoas de merda são essas?

No trem, houve uma briga de mulheres e ao invés de separarem, estavam filmando. E shows? Não tem graça se você for e as pessoas não ficarem sabendo, você não aproveita, mas está filmando tudo e quando chegar em casa você assiste.

Me lembro da primeira vez que vi Ramones ao vivo. Nem podia entrar com as máquinas fotográficas, mas tenho o show todo na memória, sei as canções, o que fiz, o que fizeram. Não só a primeira vez, mas todas as vezes que os vi e bandas que eu gosto, posso dizer como foi. Não tenho fotos e nem filmagens, mas senti na pele como era estar lá, cantar, vibrar. Hoje precisa de um filtro para seus olhos, se não passar pela tela de seu telefone, não teve graça.

Relacionamentos estão cada vez mais digitais. Fulana fica triste porque Sicrana não entrou na rede social e hoje não se falaram. Suas casas são próximas. Não se liga para a pessoa, não se encontra, não tem tempo para aquela bebida pós expediente. Todos estão ocupados demais, só que a tristeza é porque não foi respondido na internet.

Relacionamento amoroso chegou a pieguice, pois parece ser obrigatório você dizer “Eu te amo e vou digitar para todo mundo ler!”, é necessário mudar o status, compartilhar as senhas, fazer perfil duplo, encher de fotos e declarações no modo digital e o namoro azedar porque não há interação pessoal direta. Te amo para todos verem, menos você.

A tecnologia trouxe muita coisa boa, o problema é que nós não sabemos como usar. Recentemente tivemos a invasão de um site de relacionamentos extraconjugais e milhões de usuários foram expostos. “Esse site está destruindo famílias”, disse alguém, mas eu não me lembro de ocorrências desse site obrigar as pessoas fazerem cadastro. A internet, televisão, novela ou o dinheiro não são responsáveis pela destruição das pessoas, mas sim as próprias pessoas que ao invés de usar o benefício, é usado por ele.

Não sou contra a tecnologia, só gostaria que as pessoas a usassem ao invés de serem usadas e que elas pudessem ver que ao seu redor existem pessoas de verdade, que podem ser tocadas, sentidas e que com certeza pode se aproveitar muito mais a vida.

Tire seus filtros, viva feliz de forma natural.

Bukowski numa bandeja

Acordei meio Bukowski

Hoje a noite será pequena

Vou enfiar o pé na jaca

E viver a vida boêmia

Comida que minha mãe

Me disse para não comer

Fará mal pra minha barriguinha

Me impedirá de crescer

Vou encher a minha barriga

Com muita cerveja gelada

Minha barriga tanquinho

Ficará estufada

Comida podre de um food truck

Cerveja de 30 lascas

Gourmetizei a boêmia

Batizando de balada

No fundo jaz um corpo

Que me olha com tristeza

Assim vou servindo

“Seu” Bukowski numa bandeja

Um presente gay para o Dia dos Pais

Elemental
Horário de almoço é um belo convite para fones de ouvido. Me cansa ver o papo dos outros, ainda mais hoje em que todos são “politizados” e “coerentes”. Confesso que nem sempre estou ouvindo música quando estou com fones, é só mais um artefato para não dar conversa para os outros.

Em meio amenidades, geralmente respeitam seu fone, mas outras vezes alguém que te interrompe para perguntar as horas ou comentar sobre o tempo, naquele mesmo esquema. São Paulo é doidão, hora tá frio, hora tá calor.

Dessa vez o assunto era outro. Presente do “Dia dos Pais”. Legal ver que o tempo passa e as pessoas ainda se prendem nisso. Entre um jogo de tabuleiro, um Iphone, uma caixa de charutos cubanos e até mesmo uma parcela da prestação do carro, alguém comenta que vai dar um Spa Day.

Cara, meio mundo achando errado, que era obrigação e não presente e uma porrada de coisa, nem a menina que daria o “jogo de meias da Dorinhos” foi tão atacada. Nisso, batem no meu braço e perguntam o que eu acho.

– Acho de que? – pergunto, me fazendo de desentendido. Após a explicação, eu respondo: – O pai, o dinheiro e o gosto são deles, ele dá o que achar melhor.

Essa foi a deixa para me perguntarem o que daria para meu pai. Curto na resposta, disse: – Vou dar uma cesta ou arranjo de flores. Foi um emaranhado de “que gay”, “presentinho sem vergonha”, “isso é para o dia das mães”, “tá chamando seu pai de viadinho”, entre outras coisas desse naipe. Ela, mais nova no bando e não passando de seus 20 e poucos me – pergunta: – Você não acha esse presente muito feminino para seu pai? – Respondo: – Acho. Mas minha mãe disse que fica bem bonito em cima do túmulo dele. Silêncio total e sei que não falarão de presentes comigo até o próximo ano (pelo menos).

Enraizado na sarjeta

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Era tarde demais
Quando percebeu que ainda era cedo
Não dava para voltar atrás
A linha do encanto não tinha mais conserto

Quantos momentos e perdões
Foram dispensados, mas você não viu
Murou-se com sua arrogância
Então um dia sem esperar seu muro ruiu

Então uma personalidade perdida
Em meio a uma floresta de gente
Sozinha em meio à multidão
Só as costas é o que te dão de presente

Não adianta ajudar
Quem não se move para ser ajudado
Não adianta tentar levantar
Quem se acostumou a ficar deitado

Procurando piedade alheia
Procurando compaixão e mimação
O intuito é apenas ser mais um coitado
Que se acomodou com sua situação

De merda

Uma outra chance

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Sr. Mariano, 68 anos, casado e mecânico. Natural de Quixeramobim no Ceará. Sorriso sempre disponível e uma sutileza ímpar, daquelas que a cidade grande não conseguiu converter.

Papeando enquanto ele mexe no carro, descobri um pouco de sua vida e fiquei pensando como ela não é fácil para a maioria das pessoas.

Ele veio para São Paulo aos 18 anos, fugindo da miséria e deixando uma esposa grávida na cidade, com a promessa de que ganharia dinheiro por aqui e a traria em seguida.

Começou trabalhar numa mecânica, era assistente. Ganhava pouco, mas era muito mais que sua vida na roça. Além do trabalho oficial, fazia bicos e em poucos meses era bem requisitado, já tinha deixado de ser assistente e era uma espécie de mecânico “júnior” na oficina. Sr. Alberto, o proprietário, gostava muito do rapaz e o ajudou na compra de um terreno ao lado da oficina. O terreno era dele, que disse que o funcionário poderia ir pagando, descontando do salário, mas só depois que ele construísse sua casa e trouxesse sua esposa e filha (que ele nem chegou conhecer e agora já estava com 10 meses de nascida). Casa humilde, dois “combodu” e um banheiro no lado de fora, mas já dava para estar com sua família. Iria passar o aniversário de um ano com sua filha.

Passagens compradas, esposa e filha vindo para São Paulo e um acidente em Minas Gerais tirou a vida das duas. O mundo de Mariano caiu, com menos de 20 anos parecia que tudo desabara em sua frente. Ele viu as coisas que mais amava irem-se. O pouco dinheiro fez com que as duas fossem enterradas em Minas Gerais. Ele não pode se despedir da esposa, que agora tinha 17 anos e de sua filha, que nem chegou a conhecer.

Com as duas afastadas, ele caiu na bebida, perdeu a vontade de viver e relaxou no trabalho. Ele se achou culpado da morte das duas, afinal, se ele não tivesse vindo para cá, elas não teriam morrido. O Sr. Alberto ficou triste, mas procurava ajudá-lo. Tudo estava de mal a pior, até 1968, quando a mãe do Sr. Alberto ficou doente e ele teria que viajar para Minas Gerais para cuidar dela. Ele chamou Mariano e disse: “Filho, preciso de você agora. Nunca te pedi nada e sempre te ajudei, peço que me ajude nessa hora. Se você abandonar nosso trabalho, quando eu voltar estaremos os dois perdidos” e assim saiu, sem resposta alguma. Esse foi o choque de Mariano, que largou a bebida nesse dia e começou trabalhar certo. A dor era imensa, mas ele resolveu seguir.

Sr. Alberto retornou um mês depois. Tinha perdido alguns clientes, mas a oficina ainda existia e Mariano estava numa aparência melhor. Descobrira então que a mãe de Sr. Alberto havia falecido e ele também chegou triste, mas com uma proposta. Montarem uma nova oficina, com o nome “Marias do Céu” em homenagem a dona Maria de Lurdes (mãe do Sr. Alberto), Maria Clara e Maria de Fátima (esposa e filha de Mariano, respectivamente), dando 50% para cada.

Mariano disse que não tinha dinheiro para isso, mas mesmo assim, Sr. Alberto disse que ele poderia pagar assim que terminasse de pagar o terreno.

Após isso, 20 anos ainda se passaram, até que o seu “pai”, Sr. Alberto, faleceu, trabalhando até três dias antes da morte. Ele sempre o inspirou. Poucos dias antes de passar mal disse que considerava o Sr. Mariano como um filho e só então ele descobriu que Sr. Alberto também perdeu um filho, no parto da esposa, que também faleceu. Jovem, tinha vindo para São Paulo ganhar a vida, se casou aqui, com uma moça paulista e prendada, foi feliz por um ano e meio, perdeu sua família, os familiares da esposa o culpavam pela morte e todos viraram as costas para ele. Ele não teve uma mão amiga quando precisou e na verdade, era só uma mão que ele precisava. Essa mão que ele não teve, foi a mesma mão que ele ofereceu para Mariano, que só então começou entender sua vida.

Sr. Alberto apagou esposa e filho da memória, nunca mais se casou e morreu sem deixar herdeiros. A única pessoa em seu leito de morte era Mariano. No velório alguns amigos de bar e clientes, lá se ia a única pessoa que Mariano confiava. A vida pregando peças.

Era uma tarde de domingo, Mariano comprou um maço de cigarro, bebeu mais uma vez e foi para casa. Pensou em voltar para sua cidade, pensou em se matar, pensou em largar tudo, mas a dor e o cansaço o venceu e ele acabou adormecendo.

Na segunda ele acordou, não abriu a oficina, pensava no que fazer. Fumou o último cigarro, de um maço que era do Sr. Alberto, amassou a embalagem de Bellmont e jogou num canto qualquer. Levantou, pegou ônibus e foi parar no centro de São Paulo. Sem rumo, lá estava ele na Rua dos Andradas, andando. Viu prostituas menores, gente no lixo, pessoas perdidas e tanta gente em situações muito piores. Percebeu que não tinha dinheiro no bolso, alguns trocados e a embalagem de cigarro amassada, que ele achava que tinha jogado na casa. Dentro, um bilhete sem data, velho, escrito com a letra de Sr. Alberto “eu respondo por minha vida, sempre serei mais forte”. Provavelmente escrita em algum período de sua vida e deve ter acompanhado diversos maços em sua vida.

Parou numa birosca da cidade, comeu um salgado, tomou um café, comprou outro maço de cigarro e voltou para a oficina.

Demorou uns cinco dias para abrir de novo, mas abriu renovado, com novo nome, foto do Sr. Alberto e até hoje funciona no mesmo lugar. Na parede um quadro com um maço de cigarro amassado, outro com o bilhete original e a frase “gênio não precisa de diploma” e uma placa de mármore com a mesma frase do bilhete.

As “Marias do Céu” agora tinham a companhia do Sr. Alberto em um pequeno altar de lembranças e “Outra Chance” era o lema da oficina.

Hoje o Sr. Mariano já está um pouco mais velho, tem uma esposa e adotou três filhos já grandes, que não conseguiam pais por causa da idade. Ajuda um orfanato e faz diversas campanhas e oficinas gratuitas para pessoas de baixa renda.

É um exemplo de vida. Saí com o carro arrumado (ele diz que ninguém volta pelo mesmo problema e os novos são indicação pelo bom trabalho) e extremamente rico com a história que ele contou enquanto trabalhava. Não obstante, ele solta. Faz uns 25 anos que isso deixou de ser trabalho para ser minha diversão.

10 músicas nacionais que são versão brasileira de 10 músicas internacionais (parte 2)

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Olá, petizada. Mais uma vez estamos aqui reunidos em nome das curiosidades musicais e vamos fazer a segunda e última parte do post 10 musicas nacionais que são versão brasileira de 10 musicas internacionais.

Algumas pessoas vão estranhar a falta de nomes como Sandy e Junior e Latino, mas se eu fosse me ater a eles, faria um doutorado, pois sabemos que muitas versões nacionais saíram de seus discos.

A Jovem Guarda foi um período de intensa “nacionalização” da música. Também merece um capítulo à parte, porém não posso deixar de citar o “rei” dessa geração, Roberto Carlos, que ao lado de seu companheiro de composição, Erasmo Carlos, faziam versões de músicas que eles gostavam. Como não sabiam inglês, inventavam as letras em cima da melodia e assim criaram grandes hits radiofônicos na época.

Uma delas é O Calhambeque, escrita por Erasmo e gravada pelo Roberto em 1964, que conta as aventuras de um playboy, que deixou seu Cadillac num mecânico, que num apoio emprestou um velho calhambeque para o rei não ficar na sola. No começo ele não gosta, mas no final escolhe o carango como seu. Essa música é uma versão de Road Hog, gravada em 1962 por John D. Loudermilke, um americano que se baseou numa canção de 1924 (Ground Hog) para compor uma homenagem a sua esposa. Dois anos depois o Brasil conhece a versão nacional e que assim fica como uma das diversas canções imortalizada por Roberto Carlos.

Betão cantava: Meu Cadillac, bi-bi / Quero consertar meu Cadillac / Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi! Já na outra versão… O mesmo texto era: Dono da Estrada / beep do do do do; / Dono da Estrada, beep do do do do

A segunda musiqueta da lista causou um certo furor em 1989 ao ser tema do personagem principal da novela Top Model. Nessa época eu era noveleiro, ainda mais de uma novela que se passava na praia e era cheio de tramas no estilo Armação Ilimitada, que tinha o Nuno Leal Maia, Evandro Mesquita, entre outros no mundo do Surf e esportes radicais, embalados por uma trilha sonora de peso (tinha até Led Zeppelin na internacional e pasmem, Os Cascavaletes com Nega bombom. Imagina que louco você assistindo novela e o refrão Punhetinha de verão rolando na sala) e era assim que conquistava aquela molecada que acompanhava o desenvolver.

Numa época bem pré internet, Kiko Zambianchi lançou Hey Jude. Que a maioria das pessoas achavam ser uma composição própria, para alguma garota sofrida. Lógico que alguns dinossauros já sabiam que era uma versão do clássico homônimo, lançado em 1968 no também clássico Álbum Branco dos Beatles.

Um lance interessante é que embora achássemos que Jude era uma garota, era nada mais nada menos que Julian Lennon, filho de John, que acabava de se separar de sua esposa e deixando assim o filho em estado de profunda tristeza. A composição é de Paul McCartney, mas assinada como Lennon/McCartney conforme rezava o contrato.

Os britânicos cantavam assim: E sempre que você sentir a angústia / Ei, Jude, contenha-se / Não carregue o mundo / Em seus ombros / Com razão, você sabe que é o bobo / Quem mantém a cabeça fria / Por deixar este mundo um pouquinho mais frio / Na na na na na na na. Kiko nos mostrou assim: Muita coisa vai fazer você mudar / Não tem mais razão de ser essa tristeza / Se alguém te faz sofrer, pra que lembrar / Mas vale tentar viver de esperança. Fãs dos Beatles torcem o nariz para essa versão, mas muita gente só foi saber quem eram os Beatles após descobrirem que era deles essa canção.

No mesmo 1989, Titãs (a então melhor banda de rock nacional na época, segundo a crítica especializada e os leitores da Bizz, além de ser a minha preferida também) colhiam os frutos de seu álbum lançado no ano anterior. Go Back. Gravado ao vivo no Festival de Montreaux e primeiro Live deles (quando ainda eram 8), as rádios pipocavam o sucesso Marvin. Cantado por um Nando Reis baixista e estranhamente estranho, a saga do garoto Marvin, que trabalhava feito um burro nos campos, invadia todas as casas.

Numa busca de época, descobriram que era uma releitura de uma obscura canção do álbum Titãs, estreia da banda em 1984. Até aí, tudo bem. Era o 5º álbum da banda, com musicas tiradas de seus quatro anteriores de estúdio.

Titãs em 1984 tinha muita influência de ska e no que vinha acontecendo também na Inglaterra (as fotos de divulgação lembram muito Madness), mas (pelo menos eu) não esperava que eles tivessem uma canção dos americanos da Chairmen Of The Board passadas para o português. Na verdade, até meados de 1998/99 eu nem sabia que existia uma banda com esse nome. Mas sim, querida petizada, Marvin é uma versão brasileira para Patches, musica do obscuro (para mim, pelo menos) grupo americano e faz parte do álbum Give Me Just a Little More Time, de 1970.

Os Titãs cantavam: Marvin, agora é só você / E não vai adiantar / Chorar vai me fazer sofrer / Marvin, a vida é pra valer / Eu fiz o meu melhor / E o seu destino eu sei de cor”, enquanto que os Chairmen Of The Board cantavam: Patches / Estou dependendo de você, filho / Para tirar a família do sufoco / Meu filho, tudo ficou por sua conta / Eu ainda posso ouvir meu pai quando ele disse “Patches, / Estou dependendo de você, filho / Eu tentei fazer o meu melhor / Cabe a você fazer o resto”. Patches é um personagem como Marvin e vem de Retalhos.

Capital Inicial nunca foi uma de minhas bandas preferidas por causa do timbre de voz de Dinho Ouro-Preto. Teve uma fase que eu gostei, quando o vocal era o Murilo alguma coisa e a banda era mais pesada.

Mas isso não importa. O fato é que Capital Inicial sempre trouxe alguma versão ou cover de bandas que foram influências para a banda. Assim, em 1991, em seu álbum Eletricidade, a banda trouxe O Passageiro como hit na época. Seu refrão Cantando, lá, lá, lá, lá, lá ra lá lá marcou e trouxe novos fãs para a banda. Era comum ouvir esse refrão em qualquer aglomeração juvenil.

A letra não teve muita alteração em sua versão nacional e o arranjo permaneceu numa cópia fiel da original, de Iggy Pop, The Passenger, lançado em 1977 no álbum Lust For Life, já em carreira solo. O refrão é o mesmo do Capital Inicial e embora seja uma versão (e conferi que eles realmente atribuem em seus registros que é uma versão da canção) muita gente ainda acha que eles são os autores da música. Vale a visitação nas duas versões.

E finalizando, chegamos em Marisa Monte e Bem que Se Quis. Até poucos dias antes dessa matéria, eu achava que era da Marisa Monte (ou algum compositor próximo à ela), mas nada mais é que uma versão da música E Po’ Che Fà do cantor italiano Pino Daniele. O álbum de estreia da cantora, lançado em 1989 sob o nome de MM, continha Bem que Se quis ainda no lado A, como segunda musica do LP produzido por Nelson Motta.

Já E Po’ Che Fà foi lançada em 1982 no álbum Bella ‘mbriana, do já citado Pino Daniele. Na versão de Pino, os versos iniciais são: E po’ che fà / Se resto a dire quel che non vorrei / Se presti tutto non respiri più / Ma po’ faje pace e nun ce puo’ passa / Pecchè ‘int’a vita nun se po’ maje sapè, enquanto nossa Marisa, a música começa com: Bem que se quis / depois de tudo ainda ser feliz / mas já não há caminhos pra voltar. / E o que é que a vida fez da nossa vida? /  O que é que a gente não faz por amor?

Vale ouvir cada uma das versões e tenho que confessar aqui, eu sempre confundo Marisa Monte com Marina. Sim, não tem nada a ver uma com a outra, mas sabe como é.

Enfim, terminamos esse bangue e o que nos espera para a próxima semana? Até mais!

VIDEOS

O Calhambeque: Roberto Carlos https://www.youtube.com/watch?v=fHUWzzYqTk8

Road Hog: John D. Loudermilke https://www.youtube.com/watch?v=vVpMvtCayt0

Ground Hog: The Watson Family (Essa é uma canção tradicional, achei esse grupo que recria canções folk antigas) https://www.youtube.com/watch?v=qbxoNcwi0AY

Hey Jude: Kiko Zambianchi https://www.youtube.com/watch?v=JGdzSl7xCGA

Hey Jude: The Beatles https://www.youtube.com/watch?v=UofocL1vcA8

Marvin: Titãs https://www.youtube.com/watch?v=KCawPZ2IbbQ

Patches: Chairmen Of The Board https://www.youtube.com/watch?v=Wpna8FUnpiM

O Passageiro: Capital Inicial https://www.youtube.com/watch?v=-6oj0iy1JKs

The Passenger: Iggy Pop https://www.youtube.com/watch?v=hLhN__oEHaw

Bem que se quis: Marisa Monte https://www.youtube.com/watch?v=SQnMgPqEVJU

E Po’ Che Fà: Pino Daniele: https://www.youtube.com/watch?v=ZB_Lc2O8w1Q

10 musicas nacionais que são versão brasileira de 10 musicas internacionais (Parte 1)

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Estava no trabalho e do nada começou tocar uma música que gosto na rádio. Ouvimos uma dessas rádios de música de elevador, então foi uma surpresa saber que Arisa estava nos falantes. Comentei sobre a música, como era, de quem era e do nada me sai uma voz (linda, por sinal) em português.

As pessoas disseram que era tema de uma novela atual e a Tiê que cantava. Isso me lembrou algumas músicas que existem versões nacionais, mas que as internacionais não são tão conhecidas como deveriam.

Esse insight me motivou a escrever, então, a lista das 10 músicas nacionais que são versão brasileira de 10 musicas internacionais (Parte 1), ou reduzindo o título: Versão Brasileira.

Nada mais justo que começar com a canção que inicia o texto. Estou falando de A noite, da Tiê, que no original se chama La notte e é interpretada pela italiana Arisa, que tem uma carreira relativamente nova, surgiu no Festival de Sanremo e segue uma linha pop, lembrando canções do início de carreira da Laura Pausini.

La Notte é do álbum Amami, de 2012, e traz a mesma linha vocal e arranjos, além da letra alterada. Nela encontramos os versos:

“E quando chega a noite e fico sozinha comigo / A cabeça sai e viaja em busca dos seus porquês / Nem vencedores nem perdedores saem derrotados na metade / A vida pode nos distanciar o amor continuará”

 O mesmo refrão na canção da Tiê, em nossa versão brasileira ficou:

“E quando chega a noite e eu não consigo dormir / Meu coração acelera e eu sozinha aqui / Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão / Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão”

Numa pesquisa rápida, descobri que a versão nacional faz parte da trilha sonora do folhetim I Love Paraisópolis, da Rede Globo.

Pegando a máquina do tempo e indo lá para os anos 80, vamos chegar na banda Nenhum de Nós, que após um estrondoso sucesso com Camila, Camila, teve O Astronauta de Mármore explodindo em todas as rádios. Um sucesso ainda maior que sua estréia. Muita gente achava que era uma autoria da banda (e até hoje tem gente que não sabe que é versão) e não se dava conta que o sucesso de 1989 era uma versão de uma atinga canção de um álbum de 1972, o famoso The Rise and Fall Of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, de David Bowie, e se chamava Spaceman.

Um fato curioso é que a música ficou tão conhecida no Brasil, que segundo Thedy Correa (vocalista da banda Nenhum de Nós) em seu primeiro show no Brasil (1990) David Bowie disse “Agora vou tocar uma canção que eu sei que todos podem cantar só que em português!”. Vale ressaltar que a versão em português foi transcrita para o inglês, enviada para a Inglaterra e teve o aval do próprio Bowie para a gravação.

Diversas pessoas dizem que a música é um fiasco, mas ela foi importante para mim. Através dela, fui conhecer quem era o cara da original e gosto de Nenhum de Nós e David Bowie até hoje.

Starman tem o refrão:

“Há um homem das estrelas esperando no céu / Ele gostaria de vir e encontrar-nos / Mas ele pensa que explodirá nossas mentes / Há um homem das estrelas esperando no céu / Ele disse para não explodirmos / Porque ele sabe que tudo vale a pena / Ele disse-me / Deixem as crianças perderem o controle / Deixem as crianças aproveitarem / Deixem todas as crianças tocarem (boogie)”

Já a versão de O Astronauta de Mármore é:

“Sempre estar lá / E ver ele voltar / Não era mais o mesmo / Mas estava em seu lugar / Sempre estar lá / E ver ele voltar / O tolo teme a noite / Como a noite / Vai temer o fogo / Vou chorar sem medo / Vou lembrar do tempo / De onde eu via o mundo azul”

Pegando um avião para Minas e chegando já no ano de 1993, encontramos o Skank com seu álbum de estréia e dentre as 10 canções da bolacha encontramos um hit de Bob Dylan escondidinho ali.

Falamos de Tanto, uma belíssima composição que segue os arpejos de I Want You. Na época a canção não foi muito tocada, nem chegou ser um grande sucesso. Até 2001, quando foi incluída no MTV ao vivo – Skank.

Sua versão original foi lançada por Bob Dylan em 1965 como B-side do single Just Like Tom Thumb’s Blues e posteriormente em 1966 no Blonde on Blonde.

Se as duas versões tem um pecado em comum, é o refrão. Embora marcante, assobiável e feito para colar mesmo, não refletem o conteúdo linguístico e temático das canções. Se Dylan chega com Te quero, te quero / Te quero tanto / Querida, eu te quero, nossos compatriotas tem É tanto, é tanto / Se ao menos você soubesse / Te quero tanto.

Recomendo a leitura completa dessas duas músicas, tanto a tradução original quanto a versão nacional. São muito bonitas.

Bom, já que estamos em Minas, vamos para Brasilia ter um papo com os candangos da banda Raimundo, ainda em sua formação clássica, que tinha Rodolfo, Fred, Digão e Canisso. Em 1997 eles lançavam seu terceiro álbum, o Lapadas do Povo, que além do cover de Oliver’s Army, de Elvis Costello, tem a famigerada versão de uma música lançada 20 anos antes. Falamos de Pequena Raimunda, a versão esculachada de Ramona, da banda Ramones, lançada originalmente no clássico álbum Rocket To Russia de 1977.

Não é segredo que Raimundos era uma banda cover de Ramones e tem diversas versões nunca lançadas de músicas dos 4 garotos de NY, mas eles resolveram aproveitar e colocar essa versão, que até hoje é executada nas rádios nacionais e ainda inseriram a introdução de Surfin’ Bird com o mesmo tempo de espera do disco original. Fantástico! Particularmente não gostei da letra alterada, mas vindo de Raimundos, o escracho seria garantido.

Na versão americana os versos são:

Doce pequena ramona / Ela sempre quer se juntar a nós / Doce pequena ramona / Acho que tentarei telefonar para ela / Eu a deixei entrar se você quer saber o por que / Pois ela é uma espiã do FBI / Escrevi uma carta para ela e comecei a chorar / E então eu sabia que eu queria morrer / Oooh, pequena Ramona

A versão de Brasilia saiu como:

Shit, shit pequena Raimunda / Bunda de sonho a cara é um pesadelo / Shit, shit pequena Raimunda / Parece até a namorada do Telo / Quando eu a vejo eu vou correndo pro bar / Encher a cara e conseguir encarar / Ela de 4 fica maravilhosa / Essa bundinha ela vai ter que virar / Uuuhh a pequena Raimunda

Fechando a primeira parte dessa lista, vou dar uma invertida nos papéis e falar de Feelings, sucesso mundial da banda The Offspring e que foi lançada em 1998 no premiado álbum Americana. Feelings não é uma musica de autoria da banda, como muitos pensam, mas sim uma versão de um clássico de 1973 (25 anos antes), lançado como compacto simples e posteriormente foi título do álbum de estréia de Morris Albert em 1975.

PÁRA TUDO!!! Não era uma versão nacional? Já que era para inverter, o que um cantor francês tá fazendo aqui? Sim, seria francês, se não se chamasse Maurício Alberto Kaisermann, um cara que teve a sorte de compor a musica que fez ele ganhar a vida, que fatura em direitos autorais como cantores internacionais e ainda vive. Feelings foi acusada de plágio e em 1988 foi configurada como plágio da música Pour Toi, de 1956, da cantora Line Renaud. Em sua defesa, Morris Albert disse que ela foi composta para um amor platônico da época.

Sobre as duas versões em questão, The Offspring mudou todos os “loves” por “hates”, o que gerou um certo hate (desculpem o trocadalho do carilho) de Morris Albert, que mandou um processo básico para eles, mas como ele também recebeu processo…

Enfim, falar de Feelings daria umas três postagens, por isso vamos aos versos:

Enquanto nosso compadre cantava: Sentimentos, Oh, sentimentos / Queria te sentir novamente em meus braços / Sentimentos / Me sinto como se nunca te perdi / E também me sinto como se nunca te terei novamente em meu coração / Sentimentos / Que terei por toda minha vida / Eu queria nunca / Ter  te conhecido, garota / Você nunca mais voltará 

os americanos soltaram pérolas como: Sentimentos… / Oh sentimentos / Oh, sentimentos / De ódio na minha cabeça / Sentimentos / Sentimentos como eu nunca gostei de você / Sentimentos como eu quero te matar / Vivem no meu coração / Sentimentos / Sentimentos como eu quero esquecer você / Sentimentos como eu vou deixar / Fora da minha vida

E como de costume, seguem os vídeos das versões e na próxima semana voltamos com as outras 05 versões nacionais. Enjoy!

TIÊ: A Noite: https://www.youtube.com/watch?v=1Ngn3fZIK2E

ARISA: La Notte: https://www.youtube.com/watch?v=PWu71JMwGWE

NENHUM DE NÓS: O Astronauta de Mármore: https://www.youtube.com/watch?v=ZmhSbgs5MCw

DAVID BOWIE: Starman: https://www.youtube.com/watch?v=vbLsy9-RUi4

SKANK: Tanto: https://www.youtube.com/watch?v=EehDzJ-Foqk

BOB DYLAN: I Want You: https://www.youtube.com/watch?v=xzA1KDxKXZw

RAIMUNDOS: Pequena Raimunda: https://www.youtube.com/watch?v=UtxC4rc2I_A&list=RDUtxC4rc2I_A&index=1

RAMONES: Ramona: https://www.youtube.com/watch?v=MM0MUcc5OKE

MORRIS ALBERT: Feelings: https://www.youtube.com/watch?v=wU0Pp2n6ooE

THE OFFSPRING: Feelings: https://www.youtube.com/watch?v=XnhoIf8dDVE

LINE RENAUD: Por Toi: https://www.youtube.com/watch?v=Rh0Q1CX9tkY