Zé Wilker

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Certa vez, fui com alguns amigos assistir a uma palestra ministrada na AIC (Academia Internacional de Cinema). A palestra foi realmente engrandecedora, pois a fala era de alguém que conhecia as problemáticas daquilo que era tratado no dia. A fala era de alguém que atendia por Zé, de humildade e simplicidade compatíveis com o hipocorístico.

O Zé, que além de criticar cinema se arriscava a atuar, dizia que sempre encontrava algum maluco que vinha lhe dizendo ter escrito um filme pra ele protagonizar. Dizia que já entrou em dezenas de frias por aceitar fazer esses papéis. Aceitar participar de produções independentes onde não havia a garantia de lucro ou sucesso. Isso é coisa de gente apaixonada pelo que faz. Ainda mais o Zé, que já estava nessa de narração, cinema, novela e afins há mais de 50 anos. Nem cansado parecia estar. Tinha um espírito aventureiro de dar inveja em muita gente jovem que desiste ao se deparar com os primeiros obstáculos.

Acontece que esse cara de quem falo foi uma exceção entre os “Zés”. Uma pessoa com uma carreira bem-sucedida e com um nível de aprofundamento muito grande na sua área de atuação e que, apesar disso, chegava a se colocar em pé de igualdade com o seu espectador na palestra. Em nenhum momento o seu discurso denotava um tom de dono da razão e isso só realçava a sua aura de sabedoria.

O Zé era sábio porque era conhecedor daquilo pelo qual era aficionado e ainda se permitia sonhar. Enxergava as dificuldades no seu cenário com muito otimismo e esperança, apesar de tudo. Um grande entusiasta da sétima arte. Alguém que enxergava que não estava no cenário do cinema, mas que era o cinema, assim como todas as outras pessoas que faziam e fazem o cinema acontecer e que a sobrevivência e crescimento dessa expressão artística dependia de suas atitudes, que deveriam ser as melhores possíveis.

Você conhece alguém sábio? Então aproveite. O Zé que conhecíamos, em charme e osso, já não está entre nós. Ele deixou seu legado e ainda vamos poder lhe usar. Mas nunca mais o veremos discursando, geslumbrante, como naquela palestra.

Portanto, aproveite as pessoas sábias. A sabedoria não está necessariamente relacionada com a idade. Muita gente jovem já passou por experiências muito mais valorosas do que as mais velhas. Ser sábio é uma questão de coragem de enfrentar obstáculos.
O Zé enfrentou obstáculos no seu caminho ao longo de toda a sua extensa carreira. Dono de sabedoria bem curtida, limada, que mixava experiências com uma longa vivência. Era felomenal poder ouvi-lo.

Então fica o dito pelo não dito, o não dito pelo dito e, como sempre, vale o escrito. Vou, aqui, fazendo uma saída estrastégica. Porque o tempo ruge e a Sapucaí é grande, espero!

Michael Schumacher

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Michael Schumacher, 45, é um ex-piloto automobilístico, maior campeão da principal categoria do automobilismo: a Fórmula 1, organizada pela FIA (Federação Internacional do Automóvel). Com sete títulos na competição e números recordes, é estatisticamente o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos.
No dia 29 de dezembro do ano passado (2013), Schumacher sofreu um acidente quando praticava esqui na estação Méribel, na França, sofrendo graves ferimentos quando caiu e bateu a cabeça em uma pedra. Depois de duas cirurgias, o ex-piloto, em coma induzido, segue em processo de despertar que pode durar até 6 meses, segundo a sua empresária e porta-voz Sabine Kehm.
Schumacher está internado no Hospital Universitário de Grenoble, também na França, desde o dia de seu acidente.

Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa

Joaquim Benedito Barbosa Gomes é a personalidade de destaque no ano de 2013 escolhida pelo Interferência Urbana. O atual Presidente do Supremo Tribunal Federal que ficou famoso, enquanto ministro, pela austeridade com a qual conduzia suas discussões com outros ministros do STF. Se destacou enquanto relator nos julgamentos do escândalo do mensalão e foi o primeiro negro a ser eleito presidente do STF. A opinião pública transformou Joaquim Barbosa num herói, chegando a dizer que o presidente do STF deveria pleitear outra presidência: a da república. A possibilidade não foi descartada por Barbosa, mas não se confirmou para as eleições de 2014.
Apesar de todo o alarde positivo, Joaquim Barbosa andou envolvido em uma polêmica com um apartamento comprado por ele em Miami e que foi avaliado entre R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00. Por intermédio de uma empresa aberta na Flórida com sede no endereço de Barbosa em Brasília, o imóvel foi adquirido e por conta disso o ministro tem sido acusado de atitude anti-ética, pois a manobra com a pessoa jurídica desonera Barbosa do pagamento de alguns impostos que seriam cobrados como pessoa física.
Há quem peça seu impeachment por decidir sozinho a prisão dos condenados do mensalão. Há quem o queira ver candidato à presidência da república. Há quem o considere um herói e quem o considere um neofascista. Exageros a parte, de qualquer modo, Barbosa esteve nos holofotes no ano de 2013, e, correto ou não, tem a posição de destaque do ano aqui do Interferência Urbana.
Desejamos boa sorte a ele na continuação de sua carreira política e que acerte cada vez mais. Que nos represente com honra, dignidade e ética. Que seja realmente um exemplo de mudança, de dentro pra fora, da política brasileira. O exemplo também deve vir de lá!

Eike Batista

Eike Batista

Considerado um dos brasileiros mais influentes dos últimos tempos por diversos veículos e publicações. Um empresário arrojado, que já figurou como 7º homem mais rico do mundo no ranking da revista Forbes.
Hoje, vê seu patrimônio que outrora fora avaliado em quase 80 bilhões de reais reduzir para “apenas” 200 milhões de reais.

E aí. Você acredita na reerguida financeira de Eike Batista ou será que ele perdeu a vez?

Dilma

Dilma Rousseff será lembrada por ter sido a primeira presidenta - vamos esquecer as polêmicas com o título no feminino - brasileira. Também será lembrada por ter governado o país num momento histórico de transformação social e política.  Resta saber se também será lembrada por algo que beneficiou o povo ou se será lembrada por uma péssima administração. E aí, o que você acha?
Dilma Rousseff será lembrada por ter sido a primeira presidenta – vamos esquecer as polêmicas com o título no feminino – brasileira. Também será lembrada por ter governado o país num momento histórico de transformação social e política.
Resta saber se também será lembrada por algo que beneficiou o povo ou se será lembrada por uma péssima administração. E aí, o que você acha?