A explicação da onda de calor mundial

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É inegável que o calor está aumentando a cada dia, mesmo em estações que deveriam ser frias. Existe uma explicação lógica e racional para isso, a parte ruim é que dificilmente esse quadro se reverterá.

Com o aumento do número de pecadores e consequentemente suas mortes, o Inferno acabou ficando pequeno. Sabemos que ele fica no Centro da Terra e por isso são necessárias obras de expansão contínua, para que caibam mais pessoas (almas, espíritos ou qualquer denominação de sua religião).

Com essa expansão, aumenta-se o número de vulcões e terremotos, para que a rocha derretida (também conhecida como Lava) possa vir para a superfície.

Oras, se o Inferno aumenta, a camada que o separa do lado externo do planeta fica menor e por isso, todo o calor da Terra do Capiroto vai criar uma pressão nas “paredes” que separam esse mundo, aquecendo o solo externo e assim aumentando o calor.

Simplificando o raciocínio, O inferno está aumentando e o calor está transcendendo para o plano terreno.

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Fatec Game Week

Vem aí mais uma edição da Fatec Game Week, Um dos maiores eventos gratuitos de games do Estado de São Paulo. O evento trará palestras sobre diversos temas relacionados ao desenvolvimento de jogos com grandes profissionais do mercado, além de workshops, campeonatos, dance party e muito mais! Reserve sua agenda e venha fazer parte desse grande encontro de desenvolvedores de Games!

CAPA

O evento será realizado gratuitamente e livre ao público na segunda semana de outubro. Já tradição na Grande São Paulo, a Fatec Game Week, um evento voltado para a área de jogos digitais, vem sendo realizado há cinco anos consecutivos pela instituição de ensino Fatec Carapicuíba. A faculdade possui diversos cursos nas áreas tecnológicas, entre eles as turmas de Desenvolvimento de Jogos Digitais, que lideram o evento.

A Fatec Game Week consiste em apresentar e integrar a população, os alunos ingressantes e veteranos ao universo dos games. Na última Game Week, a faculdade recebeu cerca de 500 pessoas em suas diversas atividades, contando com cerca de 50 pessoas envolvidas em sua comissão, entre voluntários, palestrantes, apoio técnico e organização geral, juntamente com a instituição de ensino. Além de repleta de atividades, a semana também cria um ambiente de interação entre alunos, proporcionando um vasto campo para disseminação de ideias e criação, abrindo igualmente as portas do Ensino Superior para a comunidade.

Ícones como Pablo Miyazawa (editor-chefe da IGN Brasil), Flávia Gasi (Jornalista Desse Mundo de Games), Moacyr A. Alves Junior (Presidente da Associação Comercial, Industrial e Cultural dos jogos eletrônicos do Brasil, AciGames), Camila Torrano (Quadrinista e artista que já trabalhou na Ubisoft), Jay Santos (Unity 3D: uma das engines mais populares para se produzir games), Fabrício Fabricio Catae (Evangelista da Microsoft focado no desenvolvimento de Games), ‘Chuchu’ Eric Moreira (o campeão brasileiro do Ultra Street Fighter IV) são alguns nomes que já subiram ao palco da Fatec Game Week, prestigiando o evento. Nesse semestre, a Game Week será realizada como de costume na Fatec de Carapicuíba, localizada na Avenida Francisco Pignatari, 650 – Vila Gustavo Ferreira, Carapicuíba – SP – CEP: 06310-390 (próximo a Estação Carapicuíba), acontecendo entre os dias 13 e 17 de Outubro, nos horários das 8 às 12h50 e das 19 às 22 horas.

Fanpage: http://www.facebook.com/fatecgameweek

Confirme sua participação no Evento: http://www.facebook.com/events/455806614605882/

Festa ou velório? Quem você escolhe?

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Redes sociais servem para aproximar as pessoas, disse ele. Essa aproximação, que gosto de chamar de “aproximação plástica e/ou artificial” serve para dar uma sensação de conforto enquanto esconde o que na verdade não queremos presenciar.

Preste bem atenção: Se não fosse aquela famosa rede social, muitos aniversários passariam batido. Você não se lembraria, não de todos, apenas daquelas pessoas mais próximas. Ela nos ajudou cumprir um pedaço de nossa “vida social”, desejando o feliz aniversário para determinada pessoa. “Parabéns, fulano”. Pronto. Resolvido.

Alguns amigos moram na mesma cidade e você não os vê há tempos. Meses? Anos? Não me lembro, pois o “vejo” todos os dias na rede social. Até conversamos de vez em quando. Mandamos umas mensagens em segredo.

Convites de eventos. Confirmo todos. Se der eu vou, mas no dia eu vou estar com preguiça e arrumarei uma desculpa para não ir.

Sim, as famosas redes sociais te ajudam com a “socialização” atual. Você pode não estar na presença física, mas deu seu recado e assim segue a vida.

Com a chegada da vida adulta, acabamos não tendo tempo para nada. Ou melhor, temos tempo e não sabemos, pois preferimos pasteurizar tudo em mensagens e obrigações cyber-sociais.

Aí mora o erro. Faz quanto tempo que você não vê aquela pessoa que gosta? Quando digo ver, é ver mesmo, com os olhos, em três dimensões, tateáveis e com composição física, nada de hologramas e aparatos de realidade virtual.

Acabamos deixando de ir em festas, encontros e diversas atividades com pessoas reais por mera preguiça. Acostumamos não “perder” (PREFIRO CHAMAR DE GANHAR) aquela uma hora para uma bebida, um encontro ou qualquer coisa com um amigo, tudo porque estamos sempre correndo. Nos encontramos no fluxo, opa, beleza? Cola lá qualquer dia. Vamos marcar algo! Firmeza! E esse dia nunca chega.

O tempo passa, a distância vem e um dia você recebe a notícia que essa pessoa morreu. Você larga tudo. Telefona pro trabalho, avisa o curso, mas hoje você vai prestar as homenagens para a pessoa que simbolizou a amizade em sua vida. Nesse caso sim, perde o dia inteiro num velório, contabilizando o tempo que não passou junto e o que poderia fazer para recuperar.

Não importa, se é laço sanguíneo ou simplesmente de afeto (dos mais variados tipos), será que você está deixando alguém para trás? Quem fez a última ligação? Quem fez a última visita? Quem está abandonando o barco? Suas lágrimas no túmulo serão de saudades ou de arrependimento?

Virtual ou real? Tô no segundo e sempre com troco. Uso o primeiro, vivo o segundo. E você?

Quantas crianças ainda morrerão antes de nossa hipocrisia expirar?

Na semana passada tivemos uma imagem de uma criança morta na praia e essa imagem comoveu milhões de pessoas, inclusive a mim. Choveram montagens e comentários, felizmente não presenciei humor negro nesse caso, acho que a porrada foi tão forte que até os piadistas não tiveram estômago para digerir qualquer que fosse a criação.

Odiei a exposição do sofrimento, talvez tenha sido a imagem mais forte que muitos viram. Não a imagem em si, mas imaginar qualquer coisa se afogando é deveras triste. Não é a morte que incomoda, mas o decorrer dela, suas circunstâncias. Podia ser minha filha, minha mãe, meus irmãos, minha esposa, algum amigo, enfim, poderia ser qualquer um ali. Aquela foto fez eu me sentir mal.

Choveram comentários de apoio ao povo sírio, que vive uma guerra civil que já dura mais de quatro anos e soma mais de 240 mil mortes (fora os não declarados) no total. Não importa que lado está certo, quem está morrendo é o povo, são os pobres, são as crianças, são as mulheres, os adolescentes, os pais de família e todas aquelas pessoas que poderiam ser seus vizinhos, seus parentes ou aquela pessoa que você nutre uma paixão.

Minha melhor definição de guerra é “um jogo onde alguns movem as peças e são lembrados na história e milhares morrem sem nunca serem citados”.

Muitas dessas pessoas se comoveram, fiquei contente com essa humanização, mas ao mesmo tempo, boa parte dessas pessoas são aquelas que são contra a vinda de haitianos para o Brasil, que dizem que eles vieram para tomar nossos empregos, nossas casas, nossas mulheres, enfim, um país que foi devastado por força da natureza e está cheio de pessoas de bem que querem se reerguer e assim ajudar suas famílias, mas que não são bem vistos por muitas pessoas que se comoveram com o caso da criança síria.

Não obstante, li algumas matérias que me deixaram orgulhosos dos seres humanos do planeta onde moro: “Brasil está de braços abertos para receber vítimas de conflitos, incluindo da Síria”; “Haddad: São Paulo recebe sírios com orgulho”; “Venezuela se oferece para receber 20 mil refugiados sírios”; “Alemanha vai receber 500 mil refugiados, ou até mais, diz o vice chanceler Sigmar Gabriel”; “Austríacos recepcionam refugiados sírios com roupas e sapatos”, são algumas das belas coisas postadas, porém, descendo um pouco mais para os comentários de leitores, li cada absurdo que envergonha qualquer um. O pior disso tudo é que numa pesquisa qualquer em redes sociais, você consegue os perfis das figuras e nota que eles estão “indignados” com a morte de uma criança, mas são contra o país e a cidade onde vivem recebe-los. São os mesmos que são contra os programas de incentivo social, da imigração de haitianos para o país, são os mesmos que pregam o ódio e a intolerância aos homossexuais, são aqueles que defendem que apenas sua religião é a certa e me faz pensar que para cada coisa bonita que te faz sorrir, haverá 10 coisas para te fazer chorar. O ser humano não pode ser humano com ações desse tipo. A hipocrisia é servida em uma baixela de prata, com bordas de ouro e cálices de cristal. O Ser humano perdeu sua humanidade e essa falta de caráter é um dos principais ingredientes para termos situações como presenciamos na Síria, na Palestina, na Líbia, no Paraguai, na Alemanha e em tantos países que tiveram guerras, inclusive o Brasil, o qual espero que não precise mais passar por isso, mas um dia, quem sabe, ao invés de sermos espectadores seremos protagonistas de um cenário de desolação e talvez aquela criança morta na praia possa ser um descendente seu, tentado refúgio num país europeu ou até aqui perto mesmo, nas Ilhas Malvinas.

N.A.: Esse texto não tem fotos, a dor não precisa ser vista quando sabemos que ela existe.

Você é capaz de pensar por conta própria? Série Provocações – Parte III

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Em um primeiro momento você pode pensar que sim, ou talvez nem tenha parado para pensar a respeito ou nem se importe.

Mas, para mexer com sua curiosidade, provocar sua atenção, faço a pergunta: somos capazes de pensar por conta própria?

Sem rechaçar a indagação como o personagem Zaratustra, do filósofo alemão Nietzsche – que exaltado com seus seguidores, por apenas ouvirem sem refletir sobre suas dissertações, os expulsou para longe de si – vamos conduzir o tema na sua possibilidade de discussão e reflexão, tão somente.

Aos 15 anos, li pela primeira vez o Discurso de Método do filósofo, físico e matemático francês René Descarte, podendo sentir, mesmo que inseguro, a prevalência da mensagem, da forte exortação à busca do conhecimento por meio de uma única palavra: duvide.

Duvide de tudo. Tire a prova de tudo e só acredite em algo após ter eliminado todas as dúvidas possíveis.

O livro é uma delícia de leitura e nele Descartes, entre as diversas explicações, faz-nos entender o processo de construção do pensamento, que usaremos como plano de fundo deste texto.

Quando nascemos, a sociedade já está “pronta” com seus valores, seus princípios morais e éticos e nossos pais são os primeiros a nos influenciar, por meio da transmissão desses princípios na nossa educação.

Esses princípios geralmente estão associados a alguma religião, portanto, podemos notar que nosso pensamento já começa a criar uma forma seguindo essas orientações transmitidas pelos nossos pais, que por si aprenderam na religião.

E por último os professores, responsáveis por transmitir o conhecimento das ciências gerais e incentivar nosso desenvolvimento cultural, são também participantes ativos – as vezes nocivos – da formação do nosso pensamento.

Claro, temos exceções, como toda regra, e alguns tem mais contatos com os professores, outros os pais nem são religiosos, porém, não se pode negar a existência desse costume e inclusive a ordem como somos educados.

Portanto, dessa rede de influências externas a nós, quando chegamos à idade adulta, não pensamos por conta própria. Reproduzimos os pensamentos transmitidos por nossos pais, por ensinamentos apreendidos nos cultos religiosos e nos casos mais raros, pelo conhecimento adquirido na escola, por professores.

Dessa “educação” desdobram-se algumas concepções, que nos mostram porque as pessoas têm comportamentos preconceituosos, conservadores, outras já são “modernas”, radicais ou não estão nem aí com nada.

Fato é: não paramos para pensar sobre o nosso (próprio) pensamento.

Somos conduzidos pela ilusão da abiogênese do pensamento e não perscrutamos a origem deste; seguimos recalcitrantes “como ovelhas ao matadouro”, como se pensar fosse um atentado à paz de espírito, algo irrelevante e despropositado, como a própria constatação da “geração espontânea” do pensamento.

É lamentável, mas como disse William Shakespeare “toda situação por mais frágil que pareça sempre tem dois lados”, ou seja, essa triste constatação fez que um escritor mineiro produzisse um belíssimo texto, chamado “Lugares Comuns”.

Lugares comuns, de Fernando Sabino, é a percepção da decadência de criatividade, da repetição de expressões conhecidas, que servem de muleta para alcunhas estereotipadas, sem essência, com zero de originalidade.

Talvez você esteja pensando agora: mas é impossível ser isento de uma influência, a gente tem que seguir algo, acreditar em algo. Não tiro sua razão.

E para não ser controverso, uso meu próprio texto como exemplo, uma vez que nele cito pouquíssimos dos muitos autores que influenciaram meu pensamento, que hoje me fizeram pensar o que estou escrevendo a vocês agora.

Não posso ser conivente em aceitar que ser original, pensar por si, é impossível.

Existe sim uma possibilidade, sendo ela tão somente uma mudança de comportamento: sair da zona de conforto, ter atitude.

Não é fácil abrir mãos de princípios, de “verdades prontas” que nos foram ensinadas por nossos pais, por pessoas que nos amam, mas que se pensarmos, as vezes nem conhecem a proveniência do que transmitiram e, por inocência, afeição, creem dar-nos o que há de melhor apreendidos por eles.

Duvidar, experimentar, buscar compreender porque pensamos como pensamos, porque acreditamos como acreditamos pode não ser uma decisão simples, mas nem por isso deve ser descartada.

Nem por isso também devemos ter atitudes extremistas, sermos incrédulos ou no pior dos casos, arrogantes.

Clarice Lispector tem um comentário que contrapõe brilhantemente essa lógica cartesiana da dúvida: “entender não tem limites”, em contraposição que “entender é limitado”, ou seja, uma vez entendido, acabou. Não tem mais graça.

O que chamo sua atenção é para compreender: sentir o quanto você é influenciado e o quanto você tem de oportunidade para explorar sua originalidade.

Esse texto é o último dos outros dois anteriores (Parte I e Parte II) da Série Provocações, que busca de modo similar ao Convite à Filosofia, da filosofa e historiadora brasileira Marilena Chauí, convidar vocês para refletir.

Com autoconhecimento, descobrimos a origem das nossas crenças, dos nossos pensamentos e mesmo que notemos influências externas, sabemos distingui-las e reconhecemos nossa própria essência, nossa originalidade.

Espero que você tenha gostado e se tiver sugestões para abordamos, fique à vontade para escrevê-las nos comentários.

Obrigado!

Manda nudes, por favor! Vamos falar de sexo?

Vamos falar de sexo?

Hoje é dia do sexo e amanhã dia da independência. Acho que tem tudo a ver, não é mesmo?

Eu como mulher e escritora sobre as diversas formas de relacionamento, me sinto bem a vontade para falar sobre esse assunto. Bom, quero contar a vocês sobre algumas experiências e pontos de vista dessa vidinha que levamos hoje em dia.

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Primeira coisa: o significa a palavra sexo? Alguém sabe?

1 – Conjunto das características corporais que diferenciam, numa espécie, os machos e as fêmeas e que lhes permitem reproduzir-se. 2 – Exercício sexual praticado a partir de 2 seres, em busca de prazer ou reprodução.

Agora vamos falar um pouco de história. A princípio, o sexo servia somente para a reprodução, até para os seres humanos. Depois, mais adiante, passamos por um período onde homens precisavam de prazer, diversão e buscavam por sexo com escravas, cabarés e bordéis. Passamos por períodos em que a mulher não podia e não deveria ter prazer, pois era considerado pecado, os gays não podiam sonhar em ser eles mesmos, pois também eram discriminados. Adiante, nos anos 80, muitos dos tabus sexuais já tinham sido derrubados e tivemos problemas com a propagação de HIV e doenças sexualmente transmissíveis. Nos anos 90, a mulher começa a ter um pouco mais de voz ativa; anos 2000 temos um grande número de homossexuais se assumindo.

E agora, em nossos tempos de 2015, depois de tantas lutas que foram vencidas, os gays ainda sofrem preconceito e as mulheres ainda são tratadas como pedaços de carne. Se transamos no primeiro encontro, não servimos para casar; se demoramos demais para transar, somos muito santas e os caras nos traem, pois não podem esperar; se vemos filmes pornô, somos putas; se tomamos conta da situação na hora H, somos putas; se falamos de sexo, assim como os homens fazem, somos putas; se nos masturbamos, adivinhem?! Somos putas. Ou seja, tantos anos se passaram e o prazer que conta ainda é do homem. Tem cara que não está nem aí para você – tudo bem que você as vezes pode não estar nem ai pro cara também – só que sexo está além. É o corpo a corpo, é a entrega e eu não estou falando de amor, de paixão, de estar apaixonada. Estou dizendo de cuidado com o outro. A mulher também sente prazer e, pode ter certeza, se ela está ali com você na cama, no chão ou seja aonde for, ela também deseja gozar. Ela quer mais, ela quer o orgasmo da vida dela.

Então, cuidado com o que você faz. O prazer deve ser compartilhado. Os dois devem estar na mesma sintonia. Não seja individualista e pense só em você, sinta a moça verdadeiramente. Lembre-se sempre que sexo é uma via de mão dupla. Outra coisa: se rola sexo no primeiro encontro é porque a garota está a fim, e se ela está a fim é justamente porque você e a vontade dela a fizeram querer transar. Isso não significa que ela não sirva para casar (se ela quiser né! Cada um tem seus planos). Ela tem sentimentos iguais aos seus, então faça com que esse momento seja prazeroso, pois pode ser a primeira vez de muitas ou a última e, ter boas lembranças, recordações e parâmetros é sempre bom.

Não trate uma mulher na cama como uma vadia se ela não quiser – e se ela quiser, não significa que ela queira ser tratada assim sempre. No mercado publicitário, falamos sempre sobre estudar e entender o público-alvo. Essa é uma das coisas que mais faço na minha vida, seja profissionalmente ou na vida pessoal, nos inúmeros tipos de relacionamentos que temos em nosso dia a dia, incluindo a família, colegas de trabalho, amigos, paqueras… em qualquer um deles temos seres humanos com sentimentos e aflições. Precisamos entender o que cada um deseja e em qual vibe ele ou ela está naquele momento.

Leve em consideração uma filosofia de vida minha: cada sujeito é livre para ser e fazer o que desejar. Você pode ter lido esse texto até aqui e chegado à conclusão de que sou feminista e não eu sou a favor de cada um ser e escolher o que quer que seja. Sou a favor do direito de escolha sem julgamentos hostís. Se a mulher que ver pornô, ok; Se ela quer casar e ter filhos, ok; Se ela deseja ser dona de casa, ok; se ela manda nudes, ok também. Eu sou a favor da sociedade parar de ser hipócrita e julgar os seres humanos por coisas tão bobas. Só porque a mulher se masturba ela está cometendo pecado e você homem acha nojento? Acha errado, mas você pode? E nós, temos que aturar? A pessoa está errada por ser gay?

Vamos raciocinar um pouco mais e lutar por coisas que realmente valham a pena, como o fim das guerras e da fome, por mais educação, e não por escolhas que não alteram em nada na sua vida. Temos de respeitar a todos. Você, querida leitora e leitor que está chegando ao final deste texto comigo não é obrigada(o) a concordar com todas as minhas palavras – mas respeitar sim. O meu pedido é: vamos emanar o amor, vamos ver o lado do outro, vamos nos amar mais, fazer mais sexos sensacionais, vamos ser e fazer o que queremos respeitando sempre o próximo e, por favor, seja sincero com você e com o outro!

Muito obrigada por chegar até o fim, compartilhem aqui sua opinião, suas aflições e suas experiências. Vamos discutir, debater, conversar… estou à disposição!

Beijos e até a próxima!

PS: Se quiser me xingar mais, ou contar algo mais secreto, pode mandar e-mail rana.rodrigues@hotmail.com fechado?! Obrigadinha, pessoal.

Caiu na net! Pais e filhos

Whatsapp é foda. Se não configuramos o aplicativo para evitar os downloads involuntários, acabamos lotando a memória do celular com um monte de tralhas, sem falar o trabalho que dá pra se livrar de tudo depois.

Dentre as coisas recebidas, com certeza uma boa parcela é de pornografia. Tem ainda aqueles caras que acumulam “caminhões” de fotos e vídeos pra mandar tudo de uma só vez. Já cheguei a receber listas enormes, de travar o celular antes de achar o fim (ou o começo).

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No meio da pornografia, é comum receber casos de “caiu na net”, como fotos que supostamente seriam da filha do humorista Leandro Hassum, que recebi semanas atrás. Ela teria posado nua para que o seu namorado a fotografasse. O cara acabou mostrando pra alguém, que mostrou pra alguém, que mostrou pra alguém… resultado: chegou até mim! E não vieram sozinhas. Vieram com prints de notícias, dizendo que a garota teria sido expulsa do colégio onde estudava, no Rio de Janeiro. Para evitar consequências mais graves – e até para zelar pela imagem de Hassum – a história acabou aí. Alguma noticia aqui ou acolá, nada além. Mas nem sempre é assim.

Além da filha do humorista, existem casos de pessoas não famosas que passam por esse constrangimento, fruto da irresponsabilidade de quem se deixa ser filmado ou fotografado e de quem está por trás das câmeras.

São muitos os casos que recebemos e, se já chegou até nós, significa que já está rodando a rede inteira e não há muito o que fazer. Mas, sinceramente, tenho me sentido incomodado com certos casos em que os pais fazem vídeos “corrigindo” filhos, que na verdade foram vítimas dessa prática cada vez mais comum.

Ninguém quer passar por um constrangimento desses. Acho que todo mundo se arrepende do que fez no fim das contas, a menos que tenha sido de propósito, o que não descarto, afinal, tem muita gente querendo se tornar celebridade da noite pro dia. Mas, protegidos por um senso comum – e pra aparecer também, convenhamos – esses pais, tentando compensar a vergonha que passaram, gravam vídeos batendo nos filhos e os disseminam pelas redes sociais, criando uma cadeia de constrangimentos, que, além de não solucionar o problema, cria uma “cultura de correção”, onde cada vez mais menores são sexualmente expostos e mais pais adotam medidas como essas.

Violência e repressão nunca resolveram nossos problemas mas, infelizmente, vivemos numa sociedade que acha que bandido bom é bandido morto e não se permite pensar sobre como se originou um problema para, a partir daí, combater as causas e não as consequências. As pessoas preferem dar as “soluções mais práticas”. É muito mais fácil matar do que reformar. É mais fácil bater do que educar. É muito mais fácil remediar do que prevenir e muitas vezes só o remédio não funciona. É preciso uma mudança de hábitos, uma reeducação, coisas que a agressão não é capaz de ensinar.

Outra característica nociva desses vídeos é que nunca é um homem apanhando dos pais. É sempre uma menina. Até hoje, não recebi nenhum vídeo de um pai ou mãe batendo num filho, sinal de que julgam, com certeza, que há uma barreira moral maior para as mulheres do que para os homens. O que estão viralizando pela rede não é simplesmente um vídeo de castigo aos filhos, é violência barata e machismo.

Portanto, se você receber um vídeo desses, não repasse. Você pode estar tanto prejudicando alguém quanto sendo vítima, porque a pessoa do vídeo pode estar querendo se promover às suas custas. Não promova a violência; não promova o machismo.

Você sabe por que acredita em Deus? Série Provocações – Parte II

Dirão alguns: “eu não acredito”; outros: “tenho minhas dúvidas”; os mais exaltados: “isso é uma blasfêmia”, “esse vai queimar no mármore do inferno” (risos).

Brincadeiras a parte, poucas pessoas dedicaram um tempo de suas crédulas vidas preciosas para ao menos “divagar” sobre o assunto. O processo é natural: nascemos e já temos um deus pronto para ser seguido. E para turbinar nossa crença, ainda buscamos uma religião que não seja muita “pesada” em seus princípios ou até o contrário, uma mais rigorosa, mais densa em suas doutrinas, pois “o caminho para o céu é uma porta estreita”.

Por infeliz conclusão, é justo dessa busca, desse contato com a religião, que nasce e me parece aumentar mais a intolerância e discriminação religiosa. Mas enfim, esse ponto é diálogo para outro dia.

verdades

Com muito ou pouco sofrimento, seguimos nessa caminhada da salvação, rumo ao Sião Celestial, à Terra prometida. Mas, poucos de nós paramos para pensar: por que acreditamos em Deus? O que me fez ter essa escolha?

Fomos educados para acreditar? (influência)

Se não acreditarmos vamos para o inferno? (medo)

É a melhor escolha a ser feita (vai que…)? (insegurança)

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche, talvez incomodado ou apenas curioso de sua própria crença, se viu a perguntar: “Deus criou o homem ou o homem criou Deus?”. Essa pergunta pode até parecer perigosa, soa herege, antissemita (risos). Mas não o é. Muito pelo contrário, ela nos faz pensar com mais franqueza a respeito das nossas crenças.

A religião Cristã usa a Bíblia como livro sagrado para fundamentar sua argumentação da existência de Deus e ditar ensinamentos para se chegar à salvação. Mas, quem escreveu a bíblia? Por que existem livros da Bíblia ainda ocultos?

A Bíblia não narra Jesus Cristo na sua juventude, apenas seu nascimento e sua maturidade, já convertida ao propósito de salvador. Mas, quem foi Jesus, como homem e não como Cristo? Não terá sido ele um homem como nós, com fraquezas, errante? Por que esconder essa parte?

Além disso, como confiar 100% nas inúmeras traduções bíblicas, se considerarmos que “toda tradução é uma traição”, pois ela perde a essência do dito original para ganhar um significado equivalente na língua para a qual está sendo traduzida?

Se a Bíblia é a base da crença em Deus, como é crer em algo que cheira a manipulado, articulado com pretensões que podem não ser verdadeiras? Pô, nessa hora até a “fé” parece fragilizada, carecida de uma verdade verdadeira (isto é um pleonasmo proposital).

Mas por favor, não me crucifiquem! Não estou aqui para contestar ou defender nenhuma crença. A intenção é apenas provocar uma reflexão que vise a descoberta por conta própria da origem da (sua) fé.

Percorri esse caminho, surgindo minhas primeiras indagações aos 15 anos, que se estenderam até os 25 anos – mais ou menos – para enfim encontrar a minha resposta interna (não que ela seja verdadeira para o mundo, mas é para mim). Em algum momento cada qual encontra seu caminho, e que seja feliz por ele.

O que vale é buscar entender a origem dessa fé, e nessa busca podemos se deparar como o escritor português José Saramago, que “todos os dias tenta encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontra”.

Ou seu compatriota, o poeta Fernando Pessoa, que em um dos seus brilhantes poemas encontra-o em condições distintas do conhecido cristianismo:

[..]

Não acredito em Deus porque nunca o vi.

Se ele quisesse que eu acreditasse nele,

Sem dúvida que viria falar comigo

[…]

Mas se Deus é as flores e as árvores

E os montes e sol e o luar,

Então acredito nele,

Então acredito nele a toda a hora,

E a minha vida é toda uma oração e uma missa,

E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Alberto Caeiro, em “O Guardador de Rebanhos – Poema V” – Heterônimo de Fernando Pessoa.

Volto a dizer, o que vale é a busca, o benefício da dúvida é saudável e faz-nos descobrir em nossa essência, o quanto somos crédulos realmente e não pessoas manipuladas ou engessadas por dogmatismos ilógicos e preconceituosos.

É isso aí, nessa onda de corrupção que estamos, não seja vítima dos discursos que visam corromper sua natureza, pense por si (Ops, adiantei o assunto do próximo e último texto desta série…).

Boa sorte na sua caminhada!

Sua vida por um filtro

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Os brasileiros são os mais íntimos usuários de redes sociais no mundo. Digo intimo, pois ele tem a moral de ser “assim ó” com as redes, tendo intimidade para apelidar. Facebook é Face. WhatsApp é Whats (em alguns casos mais íntimos é ZapZap). E o Seu Insta? Beleza?

Essa intimidade acaba trazendo alguns abusos, afinal, é comum vermos vídeos de brigas, acidentes, mortos e uma porrada de coisa chegando em nossos telefones inteligentes. As pessoas acabaram adotando uma superficialidade.

É sair em grupo e as pessoas ficarem conversando com quem não foi para o rolê. Isso me incomoda e já cheguei deixar algumas pessoas sozinhas. Se alguém se deu ao trabalho de sair contigo, ela merece pelo menos atenção.

Recentemente minha amiga Ruth Feliciano – que não vou dizer o nome porque ela odeia quando eu a promovo – socorreu uma senhora tendo convulsão. Ela começou ajudar sozinha, enquanto as pessoas ao redor estavam preocupadas em filmar ou tirar fotos. Que mundo de merda é esse? Ou melhor, que pessoas de merda são essas?

No trem, houve uma briga de mulheres e ao invés de separarem, estavam filmando. E shows? Não tem graça se você for e as pessoas não ficarem sabendo, você não aproveita, mas está filmando tudo e quando chegar em casa você assiste.

Me lembro da primeira vez que vi Ramones ao vivo. Nem podia entrar com as máquinas fotográficas, mas tenho o show todo na memória, sei as canções, o que fiz, o que fizeram. Não só a primeira vez, mas todas as vezes que os vi e bandas que eu gosto, posso dizer como foi. Não tenho fotos e nem filmagens, mas senti na pele como era estar lá, cantar, vibrar. Hoje precisa de um filtro para seus olhos, se não passar pela tela de seu telefone, não teve graça.

Relacionamentos estão cada vez mais digitais. Fulana fica triste porque Sicrana não entrou na rede social e hoje não se falaram. Suas casas são próximas. Não se liga para a pessoa, não se encontra, não tem tempo para aquela bebida pós expediente. Todos estão ocupados demais, só que a tristeza é porque não foi respondido na internet.

Relacionamento amoroso chegou a pieguice, pois parece ser obrigatório você dizer “Eu te amo e vou digitar para todo mundo ler!”, é necessário mudar o status, compartilhar as senhas, fazer perfil duplo, encher de fotos e declarações no modo digital e o namoro azedar porque não há interação pessoal direta. Te amo para todos verem, menos você.

A tecnologia trouxe muita coisa boa, o problema é que nós não sabemos como usar. Recentemente tivemos a invasão de um site de relacionamentos extraconjugais e milhões de usuários foram expostos. “Esse site está destruindo famílias”, disse alguém, mas eu não me lembro de ocorrências desse site obrigar as pessoas fazerem cadastro. A internet, televisão, novela ou o dinheiro não são responsáveis pela destruição das pessoas, mas sim as próprias pessoas que ao invés de usar o benefício, é usado por ele.

Não sou contra a tecnologia, só gostaria que as pessoas a usassem ao invés de serem usadas e que elas pudessem ver que ao seu redor existem pessoas de verdade, que podem ser tocadas, sentidas e que com certeza pode se aproveitar muito mais a vida.

Tire seus filtros, viva feliz de forma natural.

Conheça o “vazio” que há dentro de você – Série Provocações – Parte I

O silêncio que antecede o caos é o natural vazio das coisas, é o olhar mais sensibilizado da essência. É a própria essência.

E o que é a essa “coisa”? A “coisa” dita aqui é entendida na perspectiva do filósofo francês Émile Durkheim, como um “fato social”, o acontecimento do dia a dia. O caos? É o ruído, o movimento das massas humanas, o seu andar, o seu caminhar, o seu pensar. É todo o verbo na sua mais simples significação. Mas, o que quero dizer com isso? O silêncio que antecede nossos hábitos de vida, nossa rotina, é o vazio natural que existe na sociedade, em nós?

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Somos o “fato social”, o agente do caos (como diria o personagem Coringa, do Batman), responsáveis por tornar as “coisas” reais, no modo de percebemos essa realidade que vivemos.

E quando vamos explorar o vazio, analisá-lo com mais atenção, nos assombramos. Tipo, rola uma inquietação, um certo vazio interior, que chega mexer com nosso emocional. Alguns sentem frustração.

Mas, o vazio não é ruim, é natural, é vislumbrante!

Imagine: você chega a sua casa, se coloca em um lugar sozinho, com a luz apagada, fecha os olhos, sem celular, sem som, sem nada. Qual é a sensação? Parece loucura, tem gente que não aguenta 5 minutos. Que agonia dá ficar só, em silêncio.

Usando o conceito geral do filme Matrix (pode ser qualquer um da trilogia), estamos sempre conectados. Sempre ligados, escrevendo no WhatsApp, curtindo ou compartilhando no Facebook, postando uma foto no Instagram (exemplos).

Não dedicamos um mínimo de tempo para o silêncio, para estar com nosso interior, ausente de todas as coisas externas.

Já percebeu isso? Agimos como se fôssemos um grande bebê medroso e carente. Não podemos ficar sós. Temos medo de nós mesmos. Não procuramos ter autoconhecimento: saber quem somos e ainda mais, saber quem é o outro (fora da realidade virtual).

Outro grande estudioso, psicólogo grego, chamado Viktor D. Salis, em uma das suas explicações do Processo de Formação do Homem Grego na Antiguidade, diria que para se tornar “homem”, isto é, uma pessoa íntegra, consciente de si, é necessário fazer dois  mergulhos: um dentro de si e depois um dentro do outro.

Este mergulho é outra forma de explicar a célebre citação “conhece-te a ti mesmo”. Ou seja, se eu me conheço, sei o que penso, de onde vem esse pensamento, ninguém vai me enganar, me iludir. E também saberei o que tenho de bom, o que tenho de ruim na minha natureza, quais são meus limites, se tenho limites.

Imagine ter consciência disso. Diga-me, seu modo de ver o mundo, de olhar o outro, de pensar no outro, não seria diferente? Você poderia ter mais segurança em si. Não sentiria medo. Sentir-se-ia mais “dono” do seu destino, das suas escolhas. Com isto, penso que estaríamos mais preparados para viver em sociedade. Posso estar errado, você pode discordar e ter suas razões. Se quiser compartilhar, estamos aqui para dialogar.

Para encerrar, só tenho a dizer que isso tudo é muito louco!

Então, pare com esse medo de si. Desconecte-se da Matrix um pouco. Você conhecerá um vazio que bem pensado, não é vazio (parece contraditório, mas não é), pois esse vazio é o todo, somos parte do todo, estamos conectados ao universo (não só ao universo virtual). Como no filme Avatar, lembra-se? Você está ligado a tudo.

Saia do casulo, levante essa bunda do sofá em frente à TV, da cadeira frente ao computador, da cabeça abaixada para o celular.

Vamos viver de verdade?!