Fatec Game Week

Vem aí mais uma edição da Fatec Game Week, Um dos maiores eventos gratuitos de games do Estado de São Paulo. O evento trará palestras sobre diversos temas relacionados ao desenvolvimento de jogos com grandes profissionais do mercado, além de workshops, campeonatos, dance party e muito mais! Reserve sua agenda e venha fazer parte desse grande encontro de desenvolvedores de Games!

CAPA

O evento será realizado gratuitamente e livre ao público na segunda semana de outubro. Já tradição na Grande São Paulo, a Fatec Game Week, um evento voltado para a área de jogos digitais, vem sendo realizado há cinco anos consecutivos pela instituição de ensino Fatec Carapicuíba. A faculdade possui diversos cursos nas áreas tecnológicas, entre eles as turmas de Desenvolvimento de Jogos Digitais, que lideram o evento.

A Fatec Game Week consiste em apresentar e integrar a população, os alunos ingressantes e veteranos ao universo dos games. Na última Game Week, a faculdade recebeu cerca de 500 pessoas em suas diversas atividades, contando com cerca de 50 pessoas envolvidas em sua comissão, entre voluntários, palestrantes, apoio técnico e organização geral, juntamente com a instituição de ensino. Além de repleta de atividades, a semana também cria um ambiente de interação entre alunos, proporcionando um vasto campo para disseminação de ideias e criação, abrindo igualmente as portas do Ensino Superior para a comunidade.

Ícones como Pablo Miyazawa (editor-chefe da IGN Brasil), Flávia Gasi (Jornalista Desse Mundo de Games), Moacyr A. Alves Junior (Presidente da Associação Comercial, Industrial e Cultural dos jogos eletrônicos do Brasil, AciGames), Camila Torrano (Quadrinista e artista que já trabalhou na Ubisoft), Jay Santos (Unity 3D: uma das engines mais populares para se produzir games), Fabrício Fabricio Catae (Evangelista da Microsoft focado no desenvolvimento de Games), ‘Chuchu’ Eric Moreira (o campeão brasileiro do Ultra Street Fighter IV) são alguns nomes que já subiram ao palco da Fatec Game Week, prestigiando o evento. Nesse semestre, a Game Week será realizada como de costume na Fatec de Carapicuíba, localizada na Avenida Francisco Pignatari, 650 – Vila Gustavo Ferreira, Carapicuíba – SP – CEP: 06310-390 (próximo a Estação Carapicuíba), acontecendo entre os dias 13 e 17 de Outubro, nos horários das 8 às 12h50 e das 19 às 22 horas.

Fanpage: http://www.facebook.com/fatecgameweek

Confirme sua participação no Evento: http://www.facebook.com/events/455806614605882/

Twitch Plays Pokemon – Crystal

Bom dia galera! Hoje o dia está com cara de chuva. Ou seja: perfeito para ficar na internet! Ou não! hahaha

Feraligatzilla
Feraligatzilla

Vocês lembram do post anterior, falando da febre que foi o Twitch Plays Pokemon, onde cem mil internautas jogaram a primeira versão do jogo, a versão Red? Acontece que após zerar o game, foi a vez de entrar no ar a versão Crystal da franquia, com um novo modo de votação entre democracia e anarquismo!

Neste novo modo de votação, o jogo já estava configurado no modo anarquismo, e a cada uma hora acontecia uma votação pra decidir se entraria no modo democracia. Isso foi bom, pois evitava o spam eterno no chat para decidir a “política” a ser adotada. Porém, isso só fortaleceu o anarquismo, visto que na hora da votação, a democracia não tinha voz ativa suficiente para tomar o poder.

Nota do autor: Eu ainda fico fascinado com o fato de um jogo fazer as pessoas debaterem amigavelmente sobre política! Me pergunto se um dia o mesmo poderá acontecer com a religião e a cultura dos povos de todo o mundo!

Diferente da versão Red, que contava com 8 ginásios, na versão Crystal existem 16 ginásios e o jogo tem o dobro do tamanho da versão anterior. Porém, isso não foi um problema para os jogadores. Os mesmos já estavam habituados com a mecânica do jogo e foi muito bem jogado.

Uma parte muito interessante foi a atenção voltada para os Pokémons. Desta vez, o Pokémon inicial foi o Totodile, que é do tipo água, e o mesmo foi o foco do jogo até o final, diferentemente do Charmander que foi libertado no Red. Desta vez, não houve deuses como o Helix Fossil, Pidgeot e Flareon e muito se discutiu sobre quem seria o herói da vez. Quando começaram a acreditar que o Pokémon Togepi que foi adquirido por presente fosse o novo salvador, o mesmo foi liberado e muitos ficaram incrédulos sobre como vencer a Elite Four e o próprio Red, com um time sem muitas opções de Pokémon.

Apareceu uma luz no fim do túnel. Diferente das versões Gold e Silver, na Crystal, o encontro com o Pokémon Suicune é obrigatório. Porém, o mesmo foi morto em batalha, e o desespero aumentou entre os jogadores.

Mas o pior ainda estava por vir. Ao andar livremente pelos campos, apareceu um cenário de batalha, como qualquer outro, e ao tentarem capturar o Pokemon Goldeen, a Master Ball foi utilizada por engano. Com isso, todas as expectativas de capturar algum dos pássaros lendários ou os outros 2 cachorros, foi por waterfall abaixo. (ba-dum-tiss)

Mas mesmo com tantas dificuldades, eles conseguiram. Venceram a Elite Four e bateram o Lance, o grande treinador de Dragões com os seus Dragonites. Agora, restava vencer o Red – o herói da versão anterior – e fechar o jogo da forma mais épica possível! Muitos se perguntavam se o Red jogaria com seus Pokémons normais ou se teria um hack para ele usar os Pokémons que ele tinha no jogo anterior. Para a felicidade de todos, o hack foi realizado e Red estava munido de seus salvadores. Entre eles, uma figura lendária que provou muitas vezes o porque de sua alcunha: Zapdos. Como o Pokémon mais forte do grupo era o Feraligatr, que é do tipo água, Zapdos, que é do tipo elétrico, provou ser um titã imbatível.

Foram várias tentativas frustradas, e tudo aconteceu como em um ato heróico digno de histórias e cantigas gregas. Todos os outros Pokémons estavam derrotados, e somente Feraligatr estava de pé, com 2/3 de vida e com 4 Pokémons de Red a sua frente. E o impossível aconteceu. Foi um critical hit no Nidoking, alguns golpes para derrubar o Venomoth, e aí ele apareceu: Omastar, o Helix Fossil. Ele deixou Feraligatr com metade de sua vida, mas caiu ao tomar um Surf que derrubou 90% de sua vida. Mas por último, ainda tinha ele, o héroi de red: Pidgeot. Mas bastou um critical hit, e ele tombou diante da fúria do Feraligatr.

Os jogadores da stream ficaram eufóricos! Tudo o que tinha dado de errado no decorrer do jogo, consagrou na batalha final. Feraligatr ficou eternizado como o Feraligatzilla: o Godzilla dos Pokémons. De quebra, os jogadores fizeram uma grande descoberta naquele dia : de que com união e esforço, até um deus-rei pode sangrar. (do original: even a god-king can bleed)

Agora, uma nova aventura começou: Twitch Plays Pokemon – Emerald. Agora o cenário é outro. Vamos ver como os nossos jogadores vão se sair nessa aventura!

Caso queira ver a batalha épica do último confronto entre Crystal e Red, segue o vídeo abaixo. É de arrepiar!

Abraços e até a próxima galera!

Twitch Plays Pokemon: Democaria vs. Anarquismo

Twitch Plays Pokemon: Democaria vs. Anarquismo

Twitch Plays Pokemon: Democaria vs. Anarquismo

Todo mundo conhece, já assistiu ou já jogou Pokemon, certo? Foi uma febre nos anos 90. Eu mesmo, não desgrudava do Gameboy jogando. Red, Blue, Yellow, Gold, Silver, Crystal, Fire Red, Leaf Green… bem, eu parei por aqui, mas ainda existem outras versões mais recente do jogo, e todas fizeram um grande sucesso de vendas. Além do jogo, ainda tinha o desenho, os tazos Pokemons (eu ainda tenho os tazos guardados), miniaturas… um verdadeiro universo Pokemon!

Recentemente, alguém teve uma idéia que foi genial. Existe o Twitch.tv, que é um site de stream, onde você exibe em tempo real os jogos que você está jogando em seu computador para o mundo todo. Neste site, os usuários cadastrados podem conversar e interagir pelo chat. Esta pessoa, teve a idéia de colocar a primeira versão do Pokemon na stream e deixar os público que interagia no chat, controlar o jogo através de scripts de comando. Acontecia da seguinte maneira: você digitava UP, e o personagem andava um passo para cima; DOWN, e o personagem andava um passo para baixo; e assim sucessivamente para LEFT, RIGHT, START, A e B, que são os comandos restantes do jogo.

Simples, não é? Bem, se fosse em um Gameboy, eu concordaria. Mas estamos falando de um site que funciona como um programa de TV, ou seja, com audiência, com público. Agora imaginem este público controlando o mesmo personagem ao mesmo tempo. Imaginem 100 000 pessoas controlando um único personagem! Era uma loucura! Mas não parou por aí.

Para evitar que o personagem ficasse preso em um cenário, foi criado uma decisão política: Anarquismo e Democracia. Ambas eram decididas pelo chat também, com os comandos ANARCHY e DEMOCRACY. Então funcionava da seguinte maneira: o lado político que fosse mais pronunciado no chat, entrava em evidência, mudando assim a seleção dos comandos que o personagem iria adotar dentro do jogo. No anarquismo, todos os comandos eram levados em conta, e na democracia, os comandos eram decididos dentro de um intervalo de 20 segundos, de acordo com a maioria.

Agora vamos refletir sobre a jogabilidade: cem mil pessoas, decidindo se o jogo seria controlado por anarquismo ou democracia, e todas com um único objetivo de salvar o jogo. Ou seja: cem mil pessoas debatendo sobre como iriam realizar o mesmo objetivo, e lidando com as diferenças de opiniões, seja política ou de tomadas de decisões. O jogo fez cem mil pessoas debaterem politicamente, e resolverem seus próprios problemas! Agora imaginem cem mil pessoas, debatendo e resolvendo o mesmo problema e lidando com as diferenças do próximo na vida real, com problemas reais? Bem interessante, não é? Aliás, o principal objetivo do criador da stream, era observar como as pessoas interagiam socialmente, de acordo com o problema proposto.

O mais interessante ao assistir a stream e participar do jogo, foi ver como a anarquia dominou o cenário político. Todo mundo queria fazer parte, mandar seu comando e controlar o jogador mesmo que por 1 segundo. E quem achava que não existia ordem no anarquismo, viu-se ali totalmente o oposto (por mais que essa ordem fosse pouca, ela ainda existia, afinal eram 100 mil pessoas controlando um único personagem ao mesmo tempo). A união e o interesse em cumprir o objetivo foi tão grande, que teve pessoas criando planos de estratégias para realizar um objetivo no jogo, ou para passar de um cenário, explicando os benefícios que teriam ao realizar uma atitude democrática.

O progresso no jogo foi lento. Foi 16 dias, 7 horas e 45 minutos, os jogadores conseguiram concluir o jogo. E foi no final do jogo, que teve um dos acontecimentos mais interessantes de todo o game: a dificuldade para vencer o último cenário era tão grande, que os jogadores viram na democracia, uma maneira de vencer juntos e cumprirem o desafio.

Ou seja: um jogo que teve o poder de ensinar e debater a diferença política aos seus jogadores, e mostrar o caminho para a solução de seus problemas. Simplesmente incrível! Somente um jogo poderia proporcionar uma experiência tão única para a sociedade.

É claro que até o objetivo final, teve muitas brigas entre os lados políticos, todas elas refletidas nos Pokemons. Na anarquia, o Helix Fossil foi considerado um ‘deus’ entre os jogadores. O Pidgeot foi o Pokemon mais forte do grupo, e por este motivo aclamado como o pássaro da salvação, o ‘bird jesus’. Do lado da democracia, o Pokemon Flareon foi alcunhado de ‘False Prophet’, o falso profeta, isso devido ao fato de que o Eevee deveria ser evoluído pra Jolteon ou Vaporeon, versões mais fortes que o Flareon, porém quando o jogo estava no controle da democracia, o mesmo foi evoluído para Flareon, e este não apresentou bons resultados em combate. E ficou assim: Pidgeot, o símbolo da anarquia, o pássaro da liberdade, e Flareon, o pesadelo da democracia.

Com o jogo agora finalizado, não se sabe qual será o próximo passo. Na stream, existe uma contagem regressiva de 16 horas para a próxima aventura. Não se sabe se vai ser o mesmo jogo, ou uma versão diferente do Pokemon. O legado do jogo será grande também. Foram criados diversas stream similares, onde é jogado outras versões de Pokemon, e até Tetris em uma delas. Um fato interessante, é que foi criado uma outra stream, onde é jogado Pokemon, porém somente na veraão democrática, e esta não deu bons resultados de audiência. Ao que tudo indica, o público gosta de um ‘caos’ anárquico, de mostrar a sua opinião, e debater as diferenças.

E você, o que achou? Deixe sua opinião! Se quiser, confira a stream online: http://www.twitch.tv/twitchplayspokemon

Abraços, e até a próxima!

OBS: no fim da edição deste post, foi colocado na stream, uma versão pinball de Pokemon! Deem uma olhada, vale a pena! É uma experiência única interagir com muitos jogadores online, controlando o mesmo jogo!

Brasil – Terra dos trolls e dos hu3

Brasil - Terra dos trolls e dos hu3

Trundle, campeão do League of Legends, exibindo sua nacionalidade.

Os brasileiros tem uma grande fama nas comunidades dos jogos online para computadores e não é nada boa. Mas essa fama não era reconhecida por todos os brasileiros gamers. Isso só ficou claro recentemente para todos, com os posts e memes no Facebook, dizendo que nós brasileiros somos a comunidade da zueira, e até temos uma frase de chamada para isso: the zueira never ends.

Nos jogos online, tudo começou quando perceberam a diferença na hora de digitar uma risada. Tirando as abreviações LOL (Laughing Out Loud – Rindo Alto) e ROFL (Rolling On the Floor Laughing – Rolando no Chão de Tanto Rir), cada país, através de sua língua e escrita, tinha a sua maneira de dar risada:

  • Americanos/Inglês: hahahaha
  • Mexicanos/Espanhol: jajajaja
  • Brasileiros/Portugês: ahuahauhua, hueheuhauheuaheaeuauea, qhuhuwahuwhquwqw, etc.

Tal falta de “padrão” nas risadas – e por elas não fazerem um sentido para os estrangeiros – nos destacou dos demais jogadores de outros países. E como os brasileiros não gostam de perder a piada, cada vez mais ficou claro para os jogadores e as produtoras de jogos que ter brasileiros em seus servidores internacionais só intoxicaria a comunidade, sem ordem e respeito entre os jogadores. Para quem joga World of Warcraft, pode se recordar do êxodo que foi ao migrar do servidor Warsong para os servidores brasileiros, e a alegria dos americanos ao se “livrar” da gente. E para quem joga League of Legends, bem… os próprios jogadores brasileiros viram a merda que fizeram ao deixar todos os brasileiros juntos. Eram muitos trolls, e muita gente ficou com saudade do servidor americano. No caso do League of Legends, a própria RIOT, empresa que criou e administra o jogo, teve que fazer operações para banir os jogadores mais tóxicos da comunidade.

Parte dessa mudança foi boa. Isso provou para muitos de nós, os bons jogadores, que havia algo errado e que era preciso mudar esse cenário. Para a grande maioria, “the zuera never ends” e um dia a casa vai cair.

Essa mudança também ajudou ao jogar. Para quem jogava ou joga em servidores americanos, a média de um ping é de 200 ms, uma taxa muito alta. Nos servidores brasileiros, a mesma taxa é de 15 ms. Ou seja: sem lag, ou problemas de conexão. Tal mudança no ping não aconteceu para os jogadores de World of Warcraft, visto que a Blizzard, empresa que administra o jogo, somente criou servidores a mais para brasileiros mantendo-os fisicamente em Miami e não no Brasil, como esperado.

Porém, o que quero tratar aqui neste post, é sobre o cenário profissional de League of Legends no Brasil. Nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, o cenário é bem administrado, onde os times são tratados como empresa, com gerentes, técnicos, time de imprensa, e até alojamento do time: as game houses. No Brasil, muitos dos times começaram a adotar o mesmo padrão. Porém, ficou claro em 04/02/2014, que os jogadores profissionais ainda não tem noção de responsabilidade para com o time e o e-Sport. Muitos jogadores abandonaram seus times, por brigas e diferenças entre si e não adotaram uma postura profissional que se espera de um jogador que compete na liga profissional. Simplesmente disseram “foda-se, saí do time”. Um resumo da situação, foi apontado pelo Guilherme “Necro” da Silva, ex-treinador do time paiN Gaming:

Resumo do dia:
1. Draek, Dana e Lunacy fora da CNB;
2. Krow me xingando porque eu apoiei o esA a entrar na CNB;
3. esA entra na CNB, Mana vai pra sexto player;
4. yetZ entrou em 4 times ao mesmo tempo. Todos prometeram água mineral pra ele.;
5. Keyd disbanded. Snowlz dorme tranquilo;
6. O post do Snowlz não foi pro Revolta;
7. Caju dando cobertura em tempo real no twitter da merda toda. Até mandou indireta pra mim no meio das coisas. Boatos que tá grávida de trigêmeos do brTT;
8. O pessoal da Teamplay e do mycnb entrando em parafuso tentando selecionar a melhor história pra ir pro ar;
9. Tittu, Volcam, Mr Frango, Supernova e Piru montam uma nova lineup. “Team Phoenix – Ressurgindo das cinzas”.

Diferente do que acontece no cenário internacional, os jogadores brasileiros não anteciparam suas saídas aos gerentes de seus times e nem justificaram. Simplesmente abandonaram o barco. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o jogador Bjergsen foi multado em U$ 2000,00 após aceitar mudar de seu time Ninjas in Pajamas para o Team Solo Mid, sem antes consultar os gerentes de seu time. Nas regras oficiais da liga americana, isso é considerado conduta de má fé, passível de multa e punições.

Agora cabe a RIOT analisar o cenário brasileiro e colocar ordem na casa. A partir do momento que você tem um contrato com seu time, você não pode simplesmente “abandonar o barco”. É necessário ter uma conduta ética, assumir as responsabilidades fora dos jogos e abandonar a “zueira”. Isso só prejudicou os times, pois terão que encontrar outros jogadores para montar uma nova equipe. Prejudicou também os patrocinadores, que ficam desencorajados a continuar a investir em um cenário onde falta responsabilidade nos jogadores profissionais e para a comunidade no geral, onde os jogadores profissionais deveriam ser o exemplo para os demais.

E vocês, o que acharam dessa “zueira” toda dos jogadores brasileiros de jogos online? Deixem sua opinião. Vamos debater o tema.

Abraços, e até a próxima!

League of Legends: uma imagem que vale mais que mil palavras

Olá galera. Tudo bem?

No post anterior, falei um pouco sobre o cenário do e-Sports, e como a RIOT mudou o cenário dos jogos competitivos eletrônicos com o League of Legends. Citei também valores em premiações, patrocínios e mídia sobre o jogo, porém citei somente números, e ficou faltando apresentar visualmente o crescimento do jogo.

League of Legends World Championship
Campeonatos Mundiais do League of Legends

Bem, como diz o ditado: “Uma imagem vale mais que mil palavras”. A imagem acima mostra a partida final dos três campeonatos mundiais, onde é notável a melhoria de infraestrutura e público. Pergunta: se em três anos, o jogo cresceu absurdamente, o que pode vir depois? Sinceramente, eu não consigo prever o que pode acontecer em um futuro próximo. É um novo mar com águas e ondas a serem descobertas e navegadas.

E você, o que acha que pode vir para um futuro, tanto no cenário internacional quanto o nacional? Deixe sua opinião e vamos discutir o futuro do e-Sports!

Abraços, e até a próxima!

Obs.: a quem interessar, pode me adicionar in-game também, jogo bastante ranked game duo! nick: Dyriel

League of Legends e o e-Sport

O e-sport, abreviação para Eletronic Sports, existe há um bom tempo e retrata do ano de 1970, quando pessoas se reuniam para disputar quem fazia a maior pontuação no Space Invaders. E de lá até o ano de 2010, os campeonatos se tornaram globais e online, porém para a sociedade, os jogadores não eram considerados como atletas, e o apoio ao esporte digital era quase nulo.

A cena mudou um pouco em 2010, quando o StarCraft II foi lançado e os coreanos abraçaram o jogo, fazendo dele na Coréia do Sul, o equivalente ao que o futebol é no Brasil. Os atletas de StarCraft na Coréia, são tratados como celebridade. Mas todo esse cenário de esporte, era só na Coréia, faltava o restante do mundo perceber a potência dos jogos online.

E foi em 2011, que a RIOT fez o mundo perceber o que é o e-sport, com seu primeiro campeonato mundial de League of Legends. O jogo teve uma premiação de $100.000,00, e aproximadamente 210 mil espectadores online, acompanhando o campeonato.

Em 2012, o crescimento do mesmo jogo, foi um absurdo. O prêmio para o segundo campeonato mundial, era a bagatela de $5.000.000,00 (isso mesmo, 5 MILHOES), e teve mais de 1 MILHÃO de espectadores.

E de um ano até aqui, mudou muita coisa. Nos Estados Unidos e na Coréia, os jogos são exibidos em canais abertos na TV. Na terceira edição do campeonato mundial, a RIOT premiou o campeonato em $8.000.000,00, com 1,8 MILHÕES de espectadores.

E não foram só os prêmios que mudaram, mas os patrocínios também. Nos países orientais, times são patrocinados por gigantes como Adidas, Nike, Redbull, Azubu. Nos EUA, recentemente a Coca-Cola está patrocinando o campeonato, junto a grandes marcas como Intel, AMD, BenQ, Kingstone, Razer, entre outros.

E não é só com prêmios e patrocínios que os atletas ganham dinheiro. Ainda existe as streams, onde os atletas exibem em tempo real, suas partidas em seus computadores, ganhando assim dinheiro com publicidade. Em uma reportagem feita pela por um canal de TV americano, foi constatado que os atletas de League of Legends, chegam a faturar 1 Milhão de dólares por ano. Teve até o Reginald, um dos atletas, que postou recentemente a foto de sua nova aquisição: uma Lamborghini.

Que os jogos online e o e-sport foram reconhecidos pelas empresas e pelo público mais jovem no cenário mundial, isso é fato. Agora, é uma questão de tempo para que os pais e as famílias de muitos jovens no mundo percebam que jogar é profissão, quebrando esse preconceito que ainda existe e que impede muitos jovens talentosos de fazerem o que gostam, ganhando dinheiro com isso.